Sucedem-se as reacções à morte de Fernando Cabral, ex-líder da distrital do PS da Guarda e antigo governador civil. O velório terá início hoje, a partir das 14 horas, na capela da Aldeia do Cubo. O funeral realizar-se-á amanhã, Domingo, na Igreja de Maçainhas, pelas 14h30.
Amigos, ex-alunos e muitas outras pessoas que o conheciam têm evidenciado o percurso do ex-líder distrital do PS e ex-governador civil da Guarda.
Também a Federação Distrital do PS da Guarda já manifestou profundo pesar pela morte do ex-dirigente socialista e apresenta as suas mais sentidas condolências.
«Cidadão exemplar, tolerante, homem de causas e valores, o camarada Fernando Cabral esteve ligado a múltiplas iniciativas cívicas e políticas que marcaram o desenvolvimento do distrito. A sua dedicação, o seu espírito de serviço e a sua presença generosa deixam uma marca profunda em todos os que com ele trabalharam e conviveram».
E acrescenta a distrital do PS: «A família socialista perde hoje um Camarada leal, um dirigente empenhado e um amigo íntegro».
Rui Ventura, ex-autarca de Pinhel actual presidente da Entidade Regional Turismo do Centro, escreveu na sua página pessoal no Facebook que «é com profundo pesar» que toma «conhecimento do falecimento de Fernando Cabral, uma figura marcante da vida pública no distrito da Guarda». «Embora pertencêssemos a espaços políticos diferentes, sempre o reconheci como um homem íntegro, respeitador e dedicado ao serviço público — daqueles senhores que, infelizmente, começam a ser cada vez mais raros nos dias de hoje», salienta o dirigente do Turismo Centro e também líder da distrital do PSD da Guarda, acrescentando que «o seu percurso como professor, governador civil, deputado e dirigente associativo deixou marcas que perdurarão muito para além do seu tempo».
Rui Ventura termina o texto endereçando as mais sentidas condolências à família.
Numa nota publicada na sua página oficial, António José Seguro recorda que Fernando Cabral, «dias após a sua entrada na reforma, foi-lhe diagnosticada a doença fatal». «Desejava, desejávamos todos, que fosse o mais tarde possível. Foi mais cedo do que o Fernando merecia. Nunca estamos preparados para a morte de um amigo», escreveu o ex-secretário de Estado e também ex-líder distrital do PS. «O Fernando esteve presente na minha vida por mais de 30 anos e cuja amizade se tornou parte essencial da minha própria história no distrito da Guarda: ele governador civil, eu membro do governo do António Guterres. Mais tarde, no parlamento, ambos deputados. Mais recentemente, em tertúlias e conversas telefónicas», refere ainda António José Seguro, acrescentando que guardará «cada lembrança: as risadas compartilhadas, os conselhos, as confidências, os momentos de apoio mútuo, tudo aquilo que faz uma amizade verdadeira atravessar o tempo».




