Foi publicado esta Segunda-feira em Diário da República o anúncio do concurso público internacional para a manutenção e conservação de espaços verdes da zona urbana da Guarda, com um valor base de cerca de dois milhões e 540 mil euros e um prazo de execução de três anos. O concurso está dividido em três lotes, sendo o que envolve mais verba (cerca de um milhão e 50 mil euros) o que diz respeito à zona alta da cidade. O que é referente ao Parque Urbano do Rio Diz tem um valor de cerca de 700 mil euros e o outro que visa a zona baixa da cidade tem um valor de base de procedimento de aproximadamente 794 mil euros. O prazo para a apresentação de propostas decorre até ao próximo dia 15 de Janeiro.
A abertura deste concurso público tinha sido aprovada por unanimidade na reunião do executivo da semana passada, tendo na altura sido sugerida pela oposição de «colocar a Junta de freguesia da Guarda neste quadro decisão ou mesmo até da passagem de competências, mas «não foi esse o entendimento do executivo», contou na altura o vereador socialista António Monteirinho.
Também o eleito da coligação PSD/CDS/IL João Prata abordou a mesma questão defendendo que «a Câmara devia envolver particularmente a freguesia da Guarda, o que não fez no anterior mandato». «Embora concordemos totalmente com a estratégia de desenvolver um concurso para que duas, três ou mais empresas possam vir a tomar essa responsabilidade mas parece-nos que, pela experiência recolhida nestes últimos anos verifiquei, quando era presidente de Junta, que, apesar de termos as empresas, o trabalho não era o melhor», realçou o social-democrata.
Em resposta, o presidente da Câmara, Sérgio Costa, recordou que desde há cerca de 16 anos que tem sido «este o “modus operandi” do Município da Guarda». «Fico pasmado o senhor vereador do PSD, que foi presidente da Junta de Freguesia urbana durante 12 anos e que sempre votou a favor deste procedimento, agora, de repente, porque está na vereação já mudou de opinião», acrescentou o autarca.
Aproveitou para criticar a Junta de freguesia da Guarda por, «nos últimos quatro anos, não ter entregue à Câmara o cadastro daquilo que tratava ou deixava tratar, fosse público ou privado, e tiveram de ser os colaboradores do município a identificar tudo isso e que está vertido neste concurso».




