A Câmara da Guarda vai comprar o edifício das antigas bombas de combustível e “stand de automóveis”, situado na Rua 31 de Janeiro, para instalar o futuro Museu do Bombeiro, dando assim cumprimento ao compromisso assumido aquando da celebração do protocolo de cooperação para a celebração dos 150 anos, assinado no passado dia 10 de Agosto entre a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses e o município. A aquisição envolve uma verba de 340 mil euros, informou esta manhã o presidente da autarquia, Sérgio Costa, no final da reunião do executivo municipal, durante a qual foi aprovada, por unanimidade, a proposta.
Durante a discussão deste assunto, o vereador do PS António Monteirinho chegou a sugerir que a opção deveria passar pela construção do museu nos terrenos anexos ao quartel dos bombeiros, uma vez que, argumentou, há área disponível. No seu entender, «dado tratar-se de uma área nobre e partindo do pressuposto do que é um museu, poderá não ter a atractividade suficiente para ocupar aquele espaço».
Diferente opinião tem o presidente da autarquia, que considera que o futuro equipamento visa contribuir para que o centro histórico da cidade seja cada vez mais atractivo, reforçando, assim a lista de projectos previstos para aquela zona. Entre esses projectos estão, como enumerou o autarca, «a Casa das Artes (cujo projecto está a decorrer), a Casa da escrita onde habitou Augusto Gil (projecto vai ser iniciado), o Museu dos Sabores nas casas devolutas da “Praça Velha”(que está em concurso público), o Centro Interpretativo das Judiarias (está em projecto) e o Centro Interpretativo das Catedrais (dentro de dias será divulgado o local)». «Estamos a concretizar um compromisso nosso, que é trazer mais um espaço cultural de visitação para o centro histórico. Todos somos poucos para trazer mais-valias, animação, presença humana no centro histórico», salientou.
«Queremos que [o Museu do Bombeiro] seja um ponto de atracção ao centro histórico. Tudo o que nós possamos trazer para o centro histórico nós vamos fazê-lo, sejam pessoas, sejam serviços, sejam equipamentos de visitação na área da cultura ou do turismo», afirmou, sustentando que «o centro histórico tem que voltar a ser repovoado» e esta é «uma das formas» para contribuir para esse objectivo.
Sérgio Costa explicou que no Museu do Bombeiro se pretende «congregar tudo o que é espólio dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo e de Famalicão da Serra, da Federação Distrital de Bombeiros e de outras pessoas que a nível particular possa ter também algum espólio». Na sua opinião, «é ali que deve ser tudo concentrado». «Hoje foi dado o primeiro passo [aprovação da aquisição], seguindo-se a elaboração do projecto e depois candidatá-lo a fundos para que, nos próximos anos, possamos ter o Museu do Bombeiro», adiantou.
Os vereadores da coligação PSD/CDS/IL, João Prata e Alexandre Isidro, também concordaram com a aquisição do imóvel, tendo em conta os fins a que se destina, e sugeriram que no museu deveria haver um espaço destinado a Madeira Grilo, «que é uma referência na área dos bombeiros e na área associativa, bem como no ensino». Aos jornalistas, o social-democrata João Prata evidenciou a escassez de estacionamento, que se fará cada vez mais sentir ao surgirem equipamentos de atracção de pessoas àquela zona e, por isso, deverá ser «procurada uma resposta operativa» para essa necessidade.




