Quinta-feira, 19 Fevereiro, 2026
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Orçamento da Câmara da Guarda aumenta para 106 milhões de euros com a integração do saldo do ano anterior

O executivo municipal da Guarda aprovou esta tarde, por unanimidade, a integração do saldo orçamental transitado de 2025, no valor de sete milhões de euros, nos fundos disponíveis de 2026, fazendo com que o orçamento para este ano ascenda os 106 milhões de euros. Aos jornalistas, o vereador do PS, António Monteirinho, disse que, perante estes valores, a preocupação em relação à capacidade de execução orçamental se mantém e «agora com mais acuidade». E aguarda pelo relatório de contas para poder ser confirmada essa previsão.

Enquanto que o socialista incide as suas preocupações na capacidade de execução orçamental, o vereador João Prata, da coligação PSD/CDS/IL, realça que há «uma franca redução do saldo, ou seja, transitou praticamente cerca de 30% a menos de 2025 para 2026 do que em relação a 2024 para 2025», que tinha sido de 9,4 milhões de euros.

«Na nossa opinião vai reduzir um pouco a margem financeira da Câmara Municipal da Guarda para novos projectos, para eventuais novas candidaturas que possam vir a ser concretizadas e desenvolvidas no âmbito do PT2030 ou noutros programas», considera o social-democrata. João Prata acrescentou que o presidente da Câmara, Sérgio Costa, explicou à oposição que a redução no saldo se deve ao facto de a oposição ter «reprovado um empréstimo para um conjunto de obras». O vereador recordou que na altura os vereadores da oposição argumentaram que «não era preciso pedir empréstimo bancário que havia dinheiro no saldo» e «hoje o senhor presidente veio confirmar exactamente isso, dizendo que houve redução de saldo porque foi necessário fazer um conjunto de obras para as quais dizia não haver dinheiro, mas afinal havia capacidade financeira para a Câmara gastar o dinheiro nas obras que quis fazer».

João Prata adiantou que tanto ele como a vereadora Alexandra Isidro, também da coligação PSD/CDS/IL, concordaram com parte da verba, cerca de cinco milhões de euros, estivesse já destinada para suportar a componente financeira das candidaturas para as habitações, para o órgão da Sé e para a residência de estudantes. Os vereadores ainda questionaram o presidente da autarquia sobre o rumo a dar aos restantes 1,9 milhões, mas João Prata contou que o autarca apenas lhes disse que essa verba «vai ser distribuída pelas outras rubricas».

Numa reacção às declarações dos vereadores, o presidente da Câmara afirmou que ficou «pasmado». «Os vereadores do PS e do PSD andaram, no mandato anterior, a chumbar empréstimos, dizendo para gastarmos o saldo que tínhamos, então nós gastámos o saldo que tínhamos», respondeu Sérgio Costa, acrescentando que «percebe que os vereadores queiram disfarçar as más decisões que os representantes na Câmara da Guarda nos últimos anos foram tendo, mas continuam a ser responsáveis por isso e o saldo orçamental está a diminuir por conta dessa brincadeira política que PS e PSD fizeram no passado».

Quanto às preocupações do vereado socialista, Sérgio Costa respondeu que também está preocupado porque «é necessário executar e o Plano de Recuperação e Resiliência está atrasado em todos o país».

Relativamente ao destino a dar à verba de sete milhões do saldo orçamental que transitou do ano passado, o autarca confirmou que cerca de cinco milhões de euros «são valores consignados às mais diversas intervenções que estão em curso, seja a área de acolhimento empresarial do parque industrial da Guarda, a construção das habitações sociais do bairro das Lameirinhas, a reabilitação de habitações do bairro 25 de Abril, nas antigas escolas no centro histórico, a reabilitação de 26 fogos para habitação acessível na rua de São Pedro na Estação, a recuperação do órgão de tubos da Sé, a residência de estudantes e a valorização dos rios Diz e Noéme». «Restam dois milhões de euros para poder distribuir pelas rubricas que consideramos mais importantes neste ano», adiantou.

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