O Cedro de Runa (Torres Vedras) venceu o concurso “Árvore do Ano” em Portugal, com 3.080 votos, e irá representar o país no concurso europeu Tree of the Year (Árvore do Ano, em português), que decorre em Fevereiro. A votação foi aberta ao público, tendo sido registados mais de 18 mil votos.
O Cedro de Runa ficou à frente da Árvore-da-Borracha-Australiana (Ponta Delgada, Açores) e da Canfoeira da Escola Superior Agrária de Coimbra (Bencanta, Coimbra). Seguem-se, por ordem na classificação, Azinheira da Póvoa (Póvoa, Miranda do Douro), Carvalho de Calvos (Calvos, Póvoa de Lanhoso), Cedro do Noval (Vale de Mendiz, Alijó, Vila Real), Araucária do Parque Terra Nostra (Furnas, Açores), Tulipeiro da Virgínia (Biscainhos, Braga), Árvore Mãe da Casa de Mateus (Mateus, Vila Real) e Árvore do Tanque (Viseu).
Na página oficial da UNAC apenas constam os nomes das dez primeiras árvores classificadas, desconhecendo-se qual a classificação obtida por cada uma das que o Município da Guarda candidatou: Castanheiro de Guilhafonso, Plátano do Rochoso e Carvalho da Quinta da Maúnça.
«Plantado no início dos anos 1950, o Cedro da Igreja de Runa, hoje com cerca de 75 anos, é parte essencial da história e identidade local, informa a União da Floresta Mediterrânica (UNAC), que organiza o concurso em Portugal, adiantando que, «inicialmente frágil e amarelado, foi cuidado e protegido pelo seu plantador, sobrevivendo contra todas as expectativas».
O concurso “Árvore do Ano” em Portugal é uma iniciativa integrada na competição europeia “European Tree of the Year”, que distingue árvores com histórias marcantes e promove a ligação entre a natureza e as comunidades locais.
O Cedro de Runa irá agora representar Portugal na fase europeia do concurso, que decorre em fevereiro, competindo com as árvores eleitas nos restantes 15 países participantes.
O concurso é dinamizado anualmente, desde 2011, pela “Environmental Partnership Association” (EPA), uma organização ambientalista da Europa central e oriental que atua em seis países, e tem como missão valorizar as árvores enquanto património natural e cultural da Europa, destacando os serviços de ecossistema que prestam.
A UNAC explica que a competição não distingue a árvore «mais bonita» mas aquela cuja história está mais profundamente enraizada na comunidade onde se encontra e na vida dos seus habitantes.
A iniciativa europeia consciencializa todos os anos milhares de pessoas em relação à natureza, promovendo o cuidado e a preocupação com 16 árvores de outros tantos países.




