«Indignação», «injustiça» e «uma vergonha do sistema», são alguns dos comentários proferidos por alunos, pais e encarregados de educação ao observarem as classificações dos exames que foram afixados na noite de Sexta-feira nas escolas. Na Guarda, tanto a Secundária da Sé como a da Afonso de Albuquerque estão esta manhã de portas abertas para permitir consultar as pautas e os serviços administrativos a funcionar.
Indignada e revoltada com a situação, uma das alunas da Guarda disse ao jornal “Todas as Beiras” que, sem as classificações do exame, tem uma média de 18, mas que agora foi confrontada com uma nota de apenas sete valores a Biologia, quando esperava ter entre 13 e 14, tendo, por isso, pedido já a requalificação da prova. É que, justificou, com aquela nota não conseguirá entrar no curso que pretende na Universidade. Como explicou ao jornal, deverá receber na Segunda-feira a prova e depois terá que «pagar 25 euros para verificar se há erros e se eles assumirem os erros devolvem a verba», caso contrário terá que ir à segunda fase de exames, devendo a inscrição ser feita na Plataforma de Inscrição Electrónica em Provas e Exames – PIEPPE.
Outros alunos não encontram explicação para o facto de algumas notas não terem sido colocadas nas pautas e apenas aparecer a informação de estão «suspensas», não poupando críticas ao Ministério da Educação por não ter acautelado as situações ao implementar este novo sistema.
A necessidade de priorizar a divulgação dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, que são determinantes para o acesso ao ensino superior e cuja 1.ª fase de candidatura decorre online a partir do dia 20 de Julho, levou a que os estabelecimentos escolares publicassem os resultados ainda na noite de Sexta-feira. A ordem foi, segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre, que as notas fossem publicadas ainda ontem. Em entrevista à SIC, o governante disse que teria «muita dificuldade em perceber» que as escolas não publicassem logo as notas.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) já entregou uma queixa na Procuradoria-Geral da República para que seja investigado o processo de classificação digital.




