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PSP da Guarda registou 16 acidentes com trotinetas e velocípedes sem motor desde Fevereiro do ano passado

Desde Fevereiro de 2025 até agora, a PSP da Guarda registou 16 participações por acidente, envolvendo velocípedes sem motor e trotinetas. Os dados foram fornecidos ao jornal “Todas as Beiras” no final da semana passada. Actualmente, já não há trotinetas e nem bicicletas eléctricas na cidade afectas ao projecto-piloto a cargo da empresa BIRD, tencionando agora a Câmara avançar com um concurso público. Invocando razões de segurança, diversas autarquias do país cessaram contratos com os operadores das trotinetas. A Câmara da Guarda ainda não tomou qualquer decisão sobre essa situação, mas o vereador Rui Melo, da Câmara da Guarda, já sugeriu que «se calhar era conveniente o Executivo pensar se este foi um projecto-piloto que deve merecer a continuidade numa situação mais definitiva, perante a experiência que se obteve durante este período», que teve cada vez menos adesão.

Invocando razões de segurança, diversas cidades do país, entre as quais Braga, Espinho e Vila Nova de Gaia, cessaram contratos com os operadores das trotinetas. No caso de Braga, por exemplo, a autarquia tomou essa decisão no passado dia 29 de Junho e deu dois meses à empresa para retirar aqueles veículos sem motor. O presidente daquela autarquia, João Rodrigues, disse à Lusa que não poderiam ser ignorados «os inúmeros casos de acidentes com trotinetas», acrescentando que, «todos os dias, há relato de mais um acidente, mais alguém que se magoa, de trotinetas mal utilizadas, deixadas em passeios, zonas pedonais, junto a passadeiras, a dificultar a vida de quem anda a pé, de quem empurra um carrinho de bebé, de quem tem mobilidade reduzida, de quem simplesmente quer circular em segurança». E informou que só este ano, se registaram quatro dezenas de acidentes graves com trotinetas eléctricas na cidade. Deles, terão resultado 33 feridos, 31 ligeiros e dois graves. Braga tinha 500 trotinetas partilhadas operadas por duas empresas, com 240 pontos de partilha.

No caso da Guarda, segundo informações prestadas pela PSP da Guarda ao jornal “Todas as Beiras”, desde Fevereiro de 2025 (data em que começou o projecto-piloto da Bird), até ao início da passada Sexta-feira, aquela força de segurança registou «dezasseis participações por acidente, envolvendo velocípedes sem motor e trotinetas», adiantando que «a natureza dos acidentes é sobretudo por despiste, colisão ou colisão frontal, incluído em alguns destes casos o envolvimento de terceiras viaturas a motor».

Este balanço não interferiu, por agora, com qualquer tomada de posição do município. E o facto de já não haver trotinetas e nem bicicletas partilhadas apenas se deve ao facto de ter chegado ao fim o projecto-piloto, a cargo da empresa BIRD, iniciado em Fevereiro de 2025 e que tinha a duração de um ano. Finalizado o prazo, a autarquia vai avançar com um concurso público «para que o mercado possa responder, naturalmente», referiu o presidente da Câmara, Sérgio Costa, na reunião do executivo no passado dia 10 de Agosto (que decorreu à porta fechada), em resposta a uma questão colocada pelo vereador socialista António Monteirinho sobre o desaparecimento desses veículos na cidade, como se pode ler na acta desse dia, consultada pelo jornal “Todas Beiras”.

«O projecto-piloto terminou e estamos agora em condições de lançar um novo procedimento de uma hasta pública para concessão do espaço público, licença de ocupação do espaço público», pormenorizou o vereador Rui Melo, que «algumas cidades estão a abandonar este modo de deslocação porque, de facto, no mercado, as trotinetes têm um custo cada vez menor, são mais fáceis de adquirir e é sempre mais fácil responsabilizar o utilizador proprietário do que o utilizador que aluga uma trotineta».

Na sua opinião, tendo em conta haver «uma série de cidades que estão a abandonar este modo de deslocação, se calhar era conveniente o Executivo pensar se este foi um projecto-piloto que deve merecer a continuidade numa situação mais definitiva, perante a experiência que se obteve durante este período». «E, portanto, apesar de termos em calha um processo de adjudicação em hasta pública da licença de ocupação do espaço público para modos suaves, era, se calhar, hoje uma oportunidade de nos pronunciarmos sobre o futuro», sustentou.

Na Guarda, o interesse por este meio de transporte foi diminuindo, para além do crescente vandalismo de que eram alvo os equipamentos, como informou aos jornalistas Sérgio Costa, no final da reunião de 10 de Agosto, tendo adiantando que os frequentes utilizadores das trotinetes e das bicicletas elétricas eram os jovens, principalmente, os estudantes para se deslocarem entre as residências, o Politécnico e as diversas zonas da cidade.

De recordar que na Guarda, os velocípedes sem motor e trotinetas foram implementadas em Fevereiro de 2025, como projecto-piloto, com a duração de um ano, a cargo da empresa Bird, que disponibilizou bicicletas e trotinetas eléctricas em mais de uma centena de pontos de partilha espalhados por toda a cidade. O serviço ficou disponível através da utilização da aplicação móvel da BIRD, acessível gratuitamente na AppStore e na GloogleStore.

A autarquia divulgou uma série de regras para usar as trotinetes em segurança, entre as quais, circular nas ciclovias, cumprir o código da estrada, não circular pelos passeios, não transportar passageiros e nem estacionar nos locais identificados, sem bloquear o espaço público. Aconselhava também os utilizadores a usarem capacete e equipamento retro-reflector, bem como não usar telemóvel nem auscultadores.

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