O novo presidente da República, António José Seguro, que tomou posse esta manhã, conhece muito bem esta região. Nasceu em Penamacor e chegou a ser o dirigente máximo do PS na Guarda. Ele próprio tem evidenciado que investiu no Interior e, tanto na pré-campanha para as presidenciais como durante a campanha, assumiu que, caso fosse eleito, seria «a voz do Interior», mas também do «país inteiro».
Numa passagem pelo Mercado Municipal da Guarda, ainda durante a pré-campanha eleitoral, em meados de Dezembro do ano passado, Seguro foi recebido calorosamente. Ele próprio admitiu, em declarações aos jornalistas, que tinha ficado «de coração cheio» por «reencontrar velhos amigos», bem como por «ver que as pessoas na Guarda» o «continuam a receber como há tempos atrás» quando foi deputado.
Seguro lamentou que «o Interior tem sido desprezado, tem havido atrasos em muitos investimentos e mesmo quando se promete, isso não se concretiza». «Eu recordo, por exemplo, os incêndios que houve na Serra da Estrela em 2022. Prometeram-se 155 milhões de euros para esta zona e quanto é que chegou? Pouquíssimo. Portanto, chega de promessas», referiu o agora presidente da República. E defendeu que «é preciso olhar para o Interior».
«Eu sei que no Interior há poucos votos mas há muitos portugueses que continuam a trabalhar, a resistir, a criar riqueza. E aqui há oportunidades, há inteligência, há competência», acrescentou, sustentando quer «é preciso é investir no Interior de Portugal e romper o centralismo que desconfia destas regiões do país».
Questionado sobre que contribuições poderá dar nesse sentido enquanto presidente da República, António José Seguro respondeu que, «em primeiro lugar, dar voz a quem não tem voz. E há muita gente no Interior que tem preocupações, que quer ser ouvida, quer ser escutada». «Em segundo lugar, eu quero fazer presidências de proximidade, presidências abertas ouvir os portugueses, ouvir os empresários, ouvir os trabalhadores e, sobretudo, ouvir as reivindicações que são necessárias para o Interior. Em terceiro lugar, todas as quintas-feiras eu reunirei com o primeiro-ministro e aquilo que eu quero é que existam planos de desenvolvimento para o Interior, ligados a objectivos que ajudem a fixar jovens, ajudem a investir e que se criem riquezas com mais valor para que também se possam pagar melhores salários», acrescentou. Na sua opinião, «há tanto para fazer neste Interior e as soluções estão à vista, só é preciso coragem e liderança e quem defenda os interesses do Interior».





