Os Centros de Emprego da Guarda e da Covilhã poderão vir a ficar fundidos caso avance o projecto de reestruturação que está a ser esboçado para o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). A notícia foi avançada pelo semanário “Expresso” na sua última edição, que adianta que há 13 centros para fundir, deixando de ter equipas autónomas, e 58 cargos de chefia.
Os deputados do PS estão preocupados e questionaram a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Ramalho, sobre a eventual fusão dos Centros de Emprego da Guarda e da Covilhã, evidenciando que esta possível reorganização «suscita legítimas inquietações, sobretudo nos territórios do Interior». Numa nota informativa, os parlamentares explicam que querem saber se o Ministério do Trabalho confirma a intenção de proceder à fusão do Centro de Emprego da Guarda com o Centro de Emprego da Covilhã e, em caso afirmativo, quais são os fundamentos técnicos e estratégicos que justificam esta decisão».
Pretendem ainda saber que «avaliação foi realizada sobre o impacto desta medida no acesso das populações e das empresas aos serviços do IEFP nos territórios abrangidos e de que forma pretende o Governo garantir a proximidade e a qualidade do atendimento aos utentes destes concelhos e dos territórios envolventes». Questionam ainda «se está prevista a manutenção de serviços de atendimento permanentes tanto na Guarda como na Covilhã e que impacto terá esta reorganização ao nível dos recursos humanos e das estruturas locais do IEFP nestes territórios».
O grupo parlamentar (Aida Carvalho, Nuno Fazenda, Miguel Cabrita, Hugo Costa, Ana Bernardo, Carlos Pereira, Armando Mourisco, Júlia Rodrigues, Sandra Lopes, Lia Ferreira, Margarida Afonso e Dália Miranda) considera que, caso a reestruturação se concretize, «fica em causa a manutenção da proximidade dos serviços públicos às populações com impacto directo na coesão territorial».
Os deputados do PS salientam «o papel determinante que os centros de emprego desempenham no acompanhamento de desempregados, na promoção da qualificação profissional e na ligação entre a oferta e a procura ativa de trabalho, funções particularmente relevantes em territórios de baixa densidade». «Extinções e fusões de serviços públicos implicam perda de proximidade, presença territorial, bem como de autonomia, capacidade de decisão local e agilidade nas respostas, no caso concreto em áreas tão sensíveis como a inserção de pessoas no emprego, o ajustamento da formação profissional às pessoas e ao tecido económico e o apoio ao desenvolvimento das empresas, o que terá inevitavelmente potenciais impactos negativos na coesão social e no dinamismo económico nestes territórios», sustentam.




