Face à identificação recente de casos positivos de Brucelose em pequenos ruminantes, rebanhos de ovinos e caprinos da região, a Câmara Municipal de Celorico da Beira publicou um aviso a informar a população e os produtores pecuários de que «existe actualmente um risco acrescido de propagação desta doença», explicando que se trata de «uma doença infecciosa de elevada importância sanitária, zoonótica, com impacto significativo na saúde animal, na saúde pública e na sustentabilidade das explorações pecuárias». Refere ainda que «a realização de romarias e concentrações de rebanhos favorece o contacto entre animais de diferentes explorações, aumentando significativamente o risco de transmissão da doença».
«Assim, enquanto persistirem suspeitas ou confirmações da doença na região, recomenda-se que estas actividades tradicionais sejam evitadas ou sujeitas a avaliação sanitária rigorosa pelas entidades competentes», pode ler-se no aviso, acrescentando que «a adopção de medidas preventivas é essencial para evitar a propagação da doença, proteger a saúde animal e a saúde pública, salvaguardar a viabilidade económica das explorações e contribuir para a preservação dos efetivos pecuários regionais». O município apela à colaboração e compreensão de toda a população e dos produtores pecuários no cumprimento das orientações sanitárias em vigor.
No seu site oficial, a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) informa que «a Brucelose é uma doença contagiosa dos animais, que se transmite naturalmente entre os animais, mas também dos animais ao homem, assumindo por isso a designação de Zoonose». «A transmissão entre animais ocorre principalmente através das mucosas da orofaringe, trato respiratório superior, conjuntiva e trato genital» e «a permanência da bactéria nas pastagens é variável consoante a temperatura, humidade e presença de matéria orgânica, podendo ir até 6 meses ou mais». «Durante todo esse tempo os animais infectam-se quando se alimentam em pastagens infectadas», refere ainda a DGAV, acrescentando que, «para a população em geral, o risco de contrair a doença reside no consumo de produtos lácteos feitos a partir de leite cru proveniente de animais infectados, nomeadamente leite cru ou queijo fresco feito com leite cru, que não sofreu tratamento térmico, pasteurização ou fervura». «A doença no homem tem um período de incubação de 8 a 20 dias e apresenta uma grande variedade de manifestações clínicas, febre, cansaço, dor de cabeça e/ou nas articulações, dores musculares, sudorese nocturna», informa aindsa aquela Direcção Geral.




