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Agência da CGD da Guarda deverá ser transferida para o edifício em frente à Misericórdia «até ao final do ano ou no início de 2027»

A sede da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) da Guarda, situada na Rua Marquês de Pombal, deverá ser transferida «até ao final do ano ou no início de 2027» para o antigo edifício, situado no gaveto do Largo da Misericórdia e Rua Comércio, onde antes já tinha estado a funcionar uma das dependências desta entidade bancária. A informação foi dada ao jornal “Todas as Beiras” (TB) pela administração da CGD, que adiantou que essa mudança ocorrerá após concluídas as obras que «deverão começar nos últimos três meses deste ano».

Como o “Todas as Beiras” noticiou no passado dia 28 de Maio, o actual edifício será depois «posto à venda», o que poderá ser uma alternativa para a instalação da PSP. Uma possibilidade que, como adiantou na altura ao jornal o Ministério da Administração Interna, «está actualmente a ser acompanhada, com vista a uma avaliação e futura decisão».

Durante a visita do ministro da Administração Interna, Luís Neves, à Guarda, para proceder à inauguração da nova sede do Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), foi abordada a questão das instalações da PSP da Guarda, que há anos aguardam por uma solução, dado que as actuais não correspondem às necessidades. O tema foi, aliás, referido pelo presidente da Câmara, Sérgio Costa, no discurso que fez naquela sessão inaugural, sem especificar qualquer local alternativo.

Questionado pelo TB no final da Assembleia Jovem, no passado dia 9 de Maio, se tinha havido uma visita ao edifício da CGD no dia em que foi inaugurada a sede do Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela da ANEPC, o autarca limitou-se a responder, irritado, que «não», sem adiantar mais nada. Uma resposta que foi dada ainda antes de ser concluída a pergunta.

Com o intuito de obter mais informações sobre este assunto, o jornal “Todas as Beiras” solicitou ao Ministério da Administração Interna se confirmava que chegou a ser feita uma visita ao edifício das actuais instalações da agência da CGD, tendo o MAI respondido, por intermédio da assessoria de imprensa, que «atendendo à necessidade de encontrar uma solução adequada e condigna para as futuras instalações para a PSP na cidade da Guarda, a referida possibilidade está actualmente a ser acompanhada, com vista a uma avaliação e futura decisão». Se foi feita ou não essa visita naquele dia nada foi adiantado, mas informou que «o tema em causa e a possibilidade referida foram sinalizados ao Ministro da Administração Interna durante a visita efectuada à Guarda», no âmbito da inauguração da nova sede do Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela da ANEPC, e «abordados pelo senhor presidente da Câmara Municipal da Guarda, na reunião com o secretário de Estado da Administração Interna, a 15 de Janeiro de 2026».

O edifício, localizado no gaveto do Largo João de Deus, em frente à Igreja da Misericórdia, e Rua do Comércio, na Guarda, que será novamente ocupado pela CGD, vai brevemente sofrer obras de requalificação, estando previsto, ao que apurou o jornal “Todas as Beiras”, um elevador para facilitar o acesso aos pisos superiores.

De recordar que aquele edifício já tinha sido uma filial do Banco Nacional Ultramarino (BNU) e na sequência da fusão e transferência global do património do BNU para a CGD, ocorrida em Junho de 2001, passou a ser uma agência da CGD, mas por poucos anos. O balcão bancário viria a encerrar na última Sexta-feira de Junho de 2018.

No gaveto com o Largo da Misericórdia, instalada no edifício pertencente a Francisco Pinto Balsemão, onde se fixou o BNU e depois chegou a estar uma dependência da CGD, encontrava-se uma das principais casas comerciais da Guarda, o “Bazar do Povo”, de Eduardo da Cruz Melo – o “Barbichas”. No início da década de vinte, Francisco Pinto Balsemão acabou por vender o edifício, para surgir a instalação da filial do BNU. Este banco foi depois nacionalizado por decreto, em Setembro de 1974, e em Junho de 2001 todo o património passou para a CGD.

No gaveto com o Largo da Misericórdia, instalada no edifício pertencente a Francisco Pinto Balsemão,
onde se fixou o BNU e depois chegou a estar uma dependência da CGD, encontrava-se uma das
principais casas comerciais da Guarda, o “Bazar do Povo”


Edifício da actual sede da agência foi inaugurado dia 24 de Junho de 1991

Inicialmente, a filial da CGD na Guarda ocupou, a partir de 4 de Maio de 1921, a Capela do Antigo Paço Episcopal e Seminário. Passados uns anos, por volta de 1936, a administração da Caixa encetou esforços para construir um edifício próprio, tendo o projecto sido elaborado pelo arquitecto Luís Cristina da Silva e a a empreitada adjudicada a José Alves dos Reis. As novas instalações, que actualmente estão ocupadas pela repartição, foram inauguradas a 10 de Agosto de 1942. Passados 30 anos, a CGD foi pensada um novo edifício, próximo do Tribunal. A obra foi adjudicada em Novembro de 1988 e concluída dois anos depois. O edifício, projectado por Raul Chorão Ramalho, «onde o granito impera e as preocupações com a funcionalidade foram evidentes», foi inaugurado no dia 24 de Junho de 1991 pelo então gerente da agência, Amândio Fernandes, e pelo presidente da CGD, Rui Vilar.

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