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Quatro freguesias do concelho da Guarda exigem a reabertura dos respectivos polos de saúde

A Assembleia Municipal da Guarda, a primeira do novo mandato autárquico, aprovou esta manhã por maioria, com 66 votos favoráveis e 16 abstenções, uma proposta a requerer à Unidade Local de Saúde da Guarda que garanta as necessárias condições para a reabertura dos pólos de saúde das freguesias da Castanheira, Porto da Carne, Rochoso e Monte Margarida e Vila Fernando.

Na moção, apresentada pelos autarcas daquelas três freguesias, é dado um exemplo de uma idosa, de 83 anos, a quem deram o nome fictício de «Maria», que vive sozinha, necessita de medicação e não vai a uma consulta há meses, não tendo possibilidades de se deslocar sozinha. «Este caso, não obstante o nome ser fictício, é um caso real. Um entre muitos que se repete nas freguesias da Castanheira, Porto da Carne, Rochoso e Monte Margarida e Vila Fernando, que têm os seus polos de saúde fechados», pode ler-se na moção, salientando que se trata de «um encerramento que não afecta só as populações destas freguesias, afecta de igual forma as freguesias limítrofes (Jarmelo São Pedro, Pousade e Albardo, Vila Garcia, Vila Cortez do Mondego, Cavadoude e Sobral da Serra)».

Depois de evidenciar que «constituem atribuições das freguesias a promoção e salvaguarda dos interesses próprios das respectivas populações, em articulação com os municípios, designadamente, no domínio de cuidados primários de saúde», os três autarcas apresentaram a moção para requerer à reabertura dos pólos das respectivas freguesias, mas nem todos os deputados votaram favoravelmente, tendo havido 16 abstenções nas bancadas de, entre outros, do PS, PSD e IL.

O deputado do PSD João Correia informa que aquelas extensões de saúde não estão encerradas oficialmente mas a aguardar que sejam encontradas soluções. Para reabrirem é necessário que haja médicos, salientou. O social-democrata esclareceu que concorda que seja criada «pressão», mas também que devem ser encontradas «outras soluções».
Por seu lado, a socialista Adelaide Campos também esclareceu que «não vão ser os médicos que vão dar a medicação todos os dias e a prestar todos os cuidados». «Esse bem-estar tem que ser mantido mas não me parece que seja esta a melhor forma», considera a deputada, que defende que devem ser proporcionados aos utentes «meios para se deslocarem aos centros de saúde e ao hospital».

«Mas temos que ser ou não todos solidários quando está em causa o nosso território, por mais pequeno que ele seja?» questionou o presidente da Câmara, Sérgio Costa, numa reacção ao resultado da votação, em que houve algumas abstenções, recordando que no anterior mandato autárquico «todas as moções [sobre o fecho de extensões] foram aprovadas por unanimidade». O autarca contesta o argumento da falta de médicos para não se reabrirem aquelas quatro extensões de saúde, que afectam directamente dez freguesias. «A ser assim, vale mais fechar o Interior», referiu o autarca.

Na sua opinião, resolver o problema transportando as pessoas para a cidade não é solução. Isto é baixar os braços e deixar o Interior da Guarda continue entregue a si próprio». «
E já deixou o alerta aos autarcas das freguesias que «ainda têm postos de saúde abertos (Aldeia Viçosa, Benespera, Famalicão da Serra, Gonçalo, Trinta, Valhelhas, Vela e Videmonte), que a seguir também serão afectados».

Sérgio Costa já deixou claro que o executivo municipal se oporá ao encerramento daquelas estruturas e não hesitará «em recorrer a toda e qualquer medida de protesto».

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