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Criminalidade violenta aumentou no distrito da Guarda e baixou ligeiramente a criminalidade geral

A criminalidade geral no distrito da Guarda baixou ligeiramente no último ano, passando de 4264 para 4250, correspondendo a menos 0,3% comparativamente a 2024, mas aumentou 10,7% (de 75 para 83) no que respeita à criminalidade violenta, revela o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). A condução sob o efeito do álcool (452), a violência doméstica (358), a ofensa à integridade física (331) e a ameaça e coação (256) são os crimes mais participados. Quanto à criminalidade violenta, registaram-se aumentos significativos em tipologias específicas, nomeadamente na extorsão sexual, roubo por esticão e violação.
Na análise concelhia do distrito, a Guarda concentra o maior número de participações (983), seguido de Seia (720), Sabugal (373) e Gouveia (337), sendo que este dois últimos apresentem uma ligeira subida no último ano comparativamente a 2024, o mesmo acontecendo em mais quatro concelhos (Vila Nova de Foz Côa, Pinhel, Celorico da Beira e Manteigas).

No distrito de Castelo Branco, tanto a criminalidade geral como a criminalidade violenta tiveram aumentos no último ano. No primeiro caso, as participações subiram 3,2% (de 6502 passou para 6707), e, no que respeita a criminalidade violenta houve uma subida de 9,5% (de 137 para 150).

O RASI 2025 foi hoje aprovado no Conselho Superior de Segurança Interna, presidido pelo primeiro-ministro. Violação, extorsão sexual, homicídios e roubos em ourivesarias foram os crimes violentos e graves que mais subiram em 2025 em relação a 2024, em Portugal, de acordo com este documento, que adianta que a criminalidade violenta, caracterizada pela utilização de violência física ou psicológica e pelo elevado impacto na percepção de segurança, desceu 1,6% no ano passado em relação a 2024, com 14.149 crimes registados, enquanto a criminalidade geral subiu 31,1%, num total de 365.802 participações.

Os crimes violentos e graves que mais se evidenciaram foram o roubo na via pública, o roubo por esticão, a resistência e coação sobre funcionário e a extorsão sexual, que em conjunto representam cerca de 70% do total deste tipo de criminalidade. De entre os crimes violentos e graves, destacam-se as descidas nos roubos a bancos ou outro estabelecimento de crédito (-50%), nos roubos em postos de abastecimento de combustível (-33,8%), os roubos em transportes públicos (-18,5%) e nos roubos a residências (-15,5%).
Inversamente, no crime violento e grave, a realçar as subidas no roubo a ourivesarias (+26,3%), na resistência a coação sobre funcionário (+15,8%), nas outras extorsões (+12,7%) e na extorsão sexual (+6,8%).

O RASI salienta, ainda, «o crime de violação (+6,4%), que mantém a tendência de crescimento, apresentando o valor mais alto da década e o homicídio voluntário consumado (+10,1%)». No contexto dos crimes contra a liberdade e a autodeterminação sexual, aqueles que registaram maior número de inquéritos iniciados e de detenções no ano de 2025 foram os crimes de abuso sexual de crianças, de violação e de pornografia de menores.
«Verificou-se, à semelhança do sucedido em anos anteriores, que o crime de abuso sexual de crianças é perpetrado, na sua maioria, por indivíduos do sexo masculino (90,6%), que se prevalecem do relacionamento familiar (49,5%), em particular com vitimas entre os 8 e os 13 anos», indica o documento, que refere ainda que «também no crime de violação se registou a preponderância da relação de conhecimento/familiar entre o autor e a vítima (52%), sendo esta maioritariamente do sexo feminino (90,3%), na faixa etária entre os 21 e os 40 anos».

«A violência doméstica, tal como nos anos anteriores, regista uma ligeira diminuição (-1,9%). No entanto, continua a apresentar índices de participação muito elevados (29.644), tendo-se registado um aumento na violência contra menores (+8,6%). O crime de violência doméstica contra cônjuge ou análogo continua a ser aquele em que se observa o maior número de registos entre a criminalidade participada (25.357)», revela o relatório.
Quanto aos crimes relativos à imigração ilegal, que abrangem 6 tipologias criminais, designadamente o auxílio à imigração ilegal, o casamento de conveniência, a violação da medida de interdição de entrada, a associação de auxílio à imigração ilegal, a angariação de mão-de-obra ilegal e outros crimes relacionados, verificou-se um aumento de 862 ocorrências, equivalente a um acréscimo de 251,3% face ao ano anterior, acompanhado igualmente por um aumento do número de arguidos constituídos.

De acordo com o relatório, no ano passado ocorreram 98 homicídios, mais nove do que em 2024, e mais de metade ocorreram em contexto relacional, nomeadamente 28% em contexto de vizinho, 15% familiar e 13% conjugal.

No que respeita à segurança escolar, registaram-se 8.133 ocorrências (+14,1%), das quais 5.694 são de natureza criminal (-0,9%). De entre as ocorrências, evidenciam-se as ofensas à integridade física (2.198), os furtos (931), as ofensas sexuais (182), os roubos (120) e 114 ocorrências de uso/posse de arma.

Quanto aos crimes de tráfico de estupefacientes e conexos, verificou-se um aumento de 10,1% de crimes registados, bem como subida do número de apreensões (+7,4%) e no número de detenções (+6,1%). Registou-se ainda acréscimo significativo nas apreensões das quantidades de haxixe (+102,6%). As drogas mais consumidas e traficadas internamente continuam a ser a canábis
— quer na forma de haxixe, quer na forma de folhas —, a cocaína, a heroína e as drogas sintéticas, tendo o tráfico e o consumo maior expressão nos distritos de Lisboa e do Porto.

No respeitante à generalidade da criminalidade informática, registou-se uma subida de 13,4% na criminalidade participada, quando comparada com o ano anterior. Refere o RASI que «continua a verificar-se um crescimento nos ciberataques, com notória evolução técnica (com crescente utilização de inteligência artificial), sofisticação, complexidade e frequência, os quais incidem, sobretudo, sobre os setores da Educação e Investigação, da Saúde e da Administração Pública».

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