Quarta-feira, 29 Abril, 2026
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António José Seguro toma posse como presidente da República

António José Seguro tomou posse há momentos como sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na presidência da República. Natural de Penamacor, distrito de Castelo Branco, o novo presidente da República, militante n.° 8456 da Secção do PS da Guarda, foi secretário-geral do PS e deputado eleito pelo círculo da Guarda, bem como líder da Federação Distrital da Guarda.

António José Seguro, professor universitário, afastou-se da vida política depois de ter sido derrotado por António Costa, então presidente da Câmara de Lisboa, nas eleições primárias do PS de Setembro de 2014 para a escolha do candidato a primeiro-ministro deste partido às legislativas de 2015. Em Novembro de 2024, em entrevista à TVI e à CNN Portugal, admitiu que estava a «ponderar» se entrava ou não na corrida ao Palácio de Belém. E meses depois confirmou que entrava na corrida a Belém, tendo obtido a confiança de uma larga maioria dos portugueses.

Esta manhã, no Parlamento, António José Seguro prestou juramento sobre a Constituição da República Portuguesa e assumiu o cargo de presidente da República. A seguir, ouviu-se uma salva de 21 tiros de artilharia naval e a Banda da Guarda Nacional Republicana, formada nos Passos Perdidos, executou o hino nacional.

Após discursos, Seguro segue para o Mosteiro dos Jerónimos, para deixar uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões, e prevê-se que entre no Palácio de Belém com a família pelas 13h25. Depois, o programa será diferente do do antecessor: se este foi à Mesquita Central de Lisboa e acabou com um concerto na Praça do Município, Seguro encontra-se pelas 16h30 com um grupo de jovens no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, onde foi professor quando esteve afastado da política, e ao final da tarde condecora Marcelo com o grande-colar da Ordem da Liberdade no Palácio Nacional da Ajuda.

O programa oficial da tomada de posse estende-se por dois dias. Amanhã, a sua primeira paragem será a meio da manhã em Mourísia, uma aldeia do concelho de Arganil afectada pelos incêndios e onde seguro no Verão passado, assumiu a inquietude que sentiu ao ver uma bandeira nacional ao lado de uma placa da aldeia consumida pelas chamas. À tarde irá a Guimarães, actualmente Capital Verde Europeia, para visitar o Laboratório da Paisagem, com a ministra do Ambiente e Energia; e no Porto será recebido na câmara pelo presidente Pedro Duarte, fechando a noite com um concerto da orquestra juvenil da Bonjóia e de Pedro Abrunhosa, na Casa da Música.

Numa altura em que António José Seguro assume a presidência da República, publicamos uma parte do texto que enviou, em finais de Janeiro ao jornal “Todas as Beiras”:

«Regressei à vida pública para unir, nunca para dividir. O Presidente da República deve ser o Presidente de todos, leal à Constituição, defensor dos valores fundamentais e atento às reais dificuldades das pessoas. Há muito para cuidar e muito para mudar. A começar pela saúde, onde o acesso atempado aos cuidados é hoje uma exigência ética e democrática. Mas também na desigualdade persistente entre mulheres e homens, na pobreza que atinge demasiados portugueses, nos salários e pensões insuficientes e na falta de habitação que bloqueia o futuro dos mais jovens.

A política que faz sentido é a que melhora a vida das pessoas. A política com propósito, com ambição e com exigência. Um país moderno e justo precisa de um Estado que funcione, de uma economia mais competitiva, de empregos qualificados e de salários dignos. Precisa de criar riqueza para gerar oportunidades de afirmação individual ou comunitária e garantir que o futuro não é sinónimo de emigração forçada dos jovens e de adiamento permanente da autonomia.

Escolho a esperança como bandeira. Não uma esperança vazia, mas uma esperança ancorada no trabalho, no mérito, na igualdade, no cuidado com os mais velhos e no investimento nos jovens. Uma esperança que aposta no conhecimento, na ciência, na inovação, na cultura e na identidade que nos une como povo. Uma esperança que pensa nas próximas gerações quando decide no presente.

Na minha visão de Portugal, todos contam. Cada cidadão, cada região, cada comunidade tem um papel a desempenhar. É urgente recuperar o sentido de comunidade e reforçar o nosso chão comum, condição essencial para vivermos em paz, com coesão e com qualidade de vida crescente entre gerações.

É também nesse quadro que importa valorizar tudo aquilo que reforça a democracia de proximidade e a ligação entre cidadãos e território. Um país que não deixa ninguém para trás é um país atento aos sinais que podem fragilizar essa ligação, incluindo aqueles que afetam o acesso à informação e à participação cívica em algumas zonas do interior. A coesão nacional constrói-se garantindo igualdade de atenção e de voz em todo o território e onde existirem portugueses.»

Se quiser ler o discurso completo de António José Seguro na tomada de posse basta aceder a este link: https://www.presidencia.pt/url/213612

Em pré-campanha no Mercado Municipal da Guarda, em Dezembro de 2025
Em pré-campanha no Mercado Municipal da Guarda, em Dezembro de 2025
Em pré-campanha no Mercado Municipal da Guarda, em Dezembro de 2025
Na sede do PS na Guarda, em Setembro de 2014, aquando das eleições internas do partido
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