Terça-feira, 7 Julho, 2026
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Coriscada (Meda) é uma das 30 freguesias incluídas no projecto-piloto “Multibanco + Perto” que vai levar serviços bancários a populações do Interior

O Ministério da Economia e da Coesão Territorial (MECT) refere, em comunicado, que «o projecto “Multibanco + Perto” consiste na disponibilização de Terminais de Pagamento automático Digitais (SmartPOS) que efectuam 90% das operações disponíveis nos Caixas Multibanco» e destina-se «a garantir serviços bancários essenciais às populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento bancário próximo».

O primeiro protocolo para uma destas máquinas foi assinado esta Segunda-feira na freguesia de Tó, no concelho de Mogadouro, distrito de Bragança. O “Multibanco + Perto” será disponibilizado ainda esta semana nas freguesias de São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis e São Sebastião dos Carros, Espírito Santo e Santana de Cambas, em Mértola (distrito de Beja), seguindo-se, posteriormente, na Freguesia da Coriscada, em Mêda (distrito da Guarda). A fase piloto abrangerá até 30 freguesias e servirá para avaliar a potencial expansão e a melhor forma para a levar a cabo nas muitas outras que posteriormente queiram aderir ao projecto.

Como é adiantado no comunicado, este projecto, surge da colaboração entre o Governo, o Banco de Portugal, a SIBS e a Associação Nacional de Freguesias, e consiste na disponibilização de terminais de pagamento (SmartPOS) que permitem a realização de 90% das operações disponíveis nos Caixas Multibanco.
Esta solução tecnológica inovadora permite levantar dinheiro, pagar serviços, carregar telemóveis, consultar de saldos e movimentos, possibilitando ainda que pessoas com restrições de mobilidade usem estes serviços sem sair de casa, uma vez que o terminal pode ser levado às suas casas. As Juntas de Freguesia serão responsáveis pela gestão da utilização destes terminais e pela disponibilização da liquidez necessária para assegurar o levantamento de dinheiro pelas populações. A fase piloto do projecto, que abrange até 30 freguesias, «servirá para avaliar a potencial expansão e a forma como será levada a cabo em muitas outras que posteriormente queiram aderir ao projecto», informa o Ministério..

O relatório “Avaliação da Cobertura da Rede de Caixas Automáticos e Balcões de Instituições de Crédito”, de 2022, do Banco de Portugal identificou 1276 freguesias (41% do total do país) que não tinham serviços bancários a menos de cinco, dez ou 15 quilómetros, afectando cerca de 740 mil pessoas (aproximadamente, 7% da população). Bragança é o distrito mais afectado pela falta de serviços bancários: das suas 236 freguesias, apenas 25 dispõem de serviços bancários e de pagamento nas proximidades.

«Este projecto é uma solução inovadora que leva às populações do interior do país a tecnologia que lhes permite ter acesso a um serviço que lhes estava distante, o que fortalece a coesão social e territorial», afirmou o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, citado no comunicado.

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