Domingo, 14 Dezembro, 2025
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Professora de Fornos de Algodres é finalista do “Global Teacher Prize Portugal”

Uma professora de Fornos de Algodres, Joana Duarte, está entre os dez finalistas do “Global Teacher Prize Portugal”, considerado por muitos como o “Nobel da Educação”. A final deste concurso, destinado a distinguir práticas e iniciativas inovadoras dentro das salas de aula, está marcada para esta Sexta-feira, no MAAT Central — conhecido como Central Tejo —, em Lisboa. O vencedor receberá um prémio de 30 mil euros.

Nesta edição, foram submetidas 170 candidaturas, das quais 154 consideradas válidas. Houve candidaturas de todos os distritos do país e ilhas, sendo que o Porto, Lisboa e Leiria foram os mais representados.

Os dez finalistas dão aulas em diversos pontos do país, entre os quais Fornos de Algodres, Armamar, Coimbra e Leiria.

Joana Duarte, docente em Fornos de Algodres, é uma das dez finalistas. A professora, que também dá aulas na Escola Superior de Educação de Viseu, utiliza robôs, jogos, programação e “escape rooms” educativos para promover uma escola mais equitativa e motivadora. Se vencer, pretende criar uma “Sala do Futuro” para o pré-escolar e 1° ciclo.

Além de Joana Duarte, são finalistas Isabel Brito, co-fundadora e coordenadora do “Arco Maior”, uma escola no Porto focada em combater o abandono escolar; Alfredo Gomes, há mais de três décadas à frente do “Teatro da Caverna”; Ana Martins, do Bombarral, e professora de Educação Física que criou o projecto “Sobre Rodas”; Cândida Sarabando, que dá aulas de Física e Química em Armamar, na Escola Básica e Secundária Gomes Teixeira, “tem promovido práticas educativas que cruzam a ciência com a cidadania, o currículo com a realidade e a escola com o mundo”; Carla Maia, professora do 1.º ciclo na Maia, usa a tecnologia para transformar obras literárias em projectos integradores, tendo criado o “Explore First”.

Os restantes finalistas são Cristina Janicas, que dá aulas de Filosofia na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, que “transforma a sala de aula num espaço de criação, reflexão e humanidade” e recorre ainda às artes performativas e ao cinema para ensinar; Sandra Campelos criou o canal “Eu Amo Matemática”, onde partilha aulas e materiais gratuitamente; José Oliveira ficou conhecido por transformar salas de aula em laboratórios de criação, tendo criado oficinas de serigrafia e clubes de design; e Nádia Bastos, professora do 1.º ciclo, adoptou uma prática pedagógica que coloca os alunos no centro da aprendizagem.

Recorde-se que o “Global Teacher Prize Portugal” arrancou em 2018, sendo dirigido a todos os docentes que exerçam a profissão, desde o pré-escolar ao 12.º ano de escolaridade (regular ou outros). Atribui um prémio de 30 mil euros ao professor eleito em cada ano, com o objectivo de “valorizar a profunda importância dos professores no desenvolvimento do nosso país e de cada comunidade onde está inserido”.

As mais recentes vencedoras são professoras no Bombarral e em Braga, respectivamente. Há dois anos, a vencedora foi a professora de Educação Especial, Ana Moniz, do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó. No ano passado, foi a professora do 3.º ciclo, Sofia Jesus,  de uma escola do Norte do país, que foi premiada.

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