A Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves e Feital, no concelho de Trancoso, reuniu no passado dia 1 com a administração da Infraestruturas de Portugal para formalizar, por escrito, uma proposta tendo em vista assumir a gestão da estação ferroviária da localidade. A autarquia informou, em comunicado, que ficou «pré-agendada uma nova reunião técnica para daqui a duas semanas na estação de caminho-de-ferro. «Este próximo encontro no local servirá para avaliar as condições do edifício, analisar a viabilidade administrativa e estruturar o protocolo de cedência de gestão do espaço», adiantou.
«A nossa proposta visa converter o edifício num polo útil e dinâmico através da centralização de serviços de proximidade, do apoio directo aos passageiros e da dinamização da nossa economia local», salienta o executivo da União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital.
Como o jornal “Todas as Beiras” noticiou na semana passada, a autarquia tinha publicado um texto na página oficial do Facebook, evidenciando a importância de se estar de portas abertas aquele edifício. «Para além de fazer parte da alma da nossa terra é também o polo central que serve todo o Concelho de Trancoso e os concelhos vizinhos», refere a autarquia, sustentando que «fechar esta porta é prejudicar toda uma região que depende de Vila Franca das Naves para se mover».
Com o intuito de reforçar a luta contra o fecho daquele edifício da estação, está a decorrer uma petição pública “Pela Reabertura Imediata das Instalações, Casas de Banho e Bilheteira”. «Os cidadãos abaixo-assinados mobilizados a partir da União das Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital, e secundados pelos utentes e residentes dos concelhos vizinhos de Trancoso, Pinhel, Mêda, Celorico, Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida vêm por este meio manifestar o seu mais profundo repúdio e indignação pelo encerramento do edifício principal, das instalações sanitárias e do serviço de bilheteira presencial da Estação de Caminhos de Ferro de Vila Franca das Naves», pode ler-se no documento que tinha esta manhã mais de 380 subscritores.
No texto da petição recorda-se que «esta interface ferroviária, sediada em Vila Franca das Naves, não é um mero apeadeiro local, é o coração logístico e uma infraestrutura estratégica regional que serve de ligação directa à rede ferroviária nacional para múltiplos concelhos da Beira Alta» e «o seu encerramento total atira os passageiros para o total desabrigo, privando-os de condições mínimas de salubridade, segurança e protecção face às rigorosas condições climatéricas» da região. Para além disso, «o fim da venda física de bilhetes discrimina gravemente as populações mais idosas e infoexcluídas, constituindo um ataque directo à dignidade humana e um retrocesso inaceitável na coesão territorial do Interior do país».




