Frequentemente, cada vez que chove, há infiltrações de água na zona da capela baptismal da Sé Catedral da Guarda. Uma situação que tem recorrente desde 2016, ou seja, cerca de um ano depois de terem sido dadas por concluídas as obras de beneficiação das coberturas da Sé Catedral para evitar infiltrações de água. Nesse ano, daquela zona do monumento chegaram a ser retiradas, em média, três a quatro baldes de água por dia.
As obras que decorreram na Sé Catedral, no âmbito do projecto da “Rota das Catedrais”, contemplaram a recuperação das coberturas e dos sinos, a colocação de aquecimento nos bancos, a limpeza e a recuperação do retábulo. Uma intervenção que estava orçada em 250 mil euros, como informou o então secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, um ano antes de concluídas as obras.
Apesar desta intervenção, certo é que, quase dez anos depois, permanecem alguns dos problemas, entre os quais as infiltrações de água da chuva e o aquecimento. «É um assunto que não está esquecido, que tem sido participado a quem tem capacidade decisória e de investimento, que é o Estado», afirmou o bispo da Guarda, José Miguel Pereira, quando questionado pelo jornal “Todas as Beiras”. Em relação ao problema do aquecimento, o representante máximo da Diocese, admite que «qualquer solução» para aquele edifício «é difícil e é cara», devendo, por isso, ser necessário haver parcerias.




