Rui Jacinto, representante da Universidade de Coimbra na Comissão Executiva do Centro de Estudos Ibéricos (CEI), defendeu na abertura do “VIII Encontro Imagem & Território [I&T’ 25] que deveria ser institucionalizada a fotografia e a imagem como o sexto “F” da Guarda. «Não será utopia perseguir esta ambição, se estiver no horizonte a preocupação de reforçar a capitalidade da cidade da Guarda, afirmar a sua centralidade neste universo da imagem e da fotografia», sustentou o coordenador deste encontro promovido pelo CEI, que começou Sexta-feira e termina este Domingo.
Exposições, debates, mostras e lançamentos editoriais têm sido algumas das actividades desta oitava edição, sob o lema “Retratos do mundo em tempos de cólera”, que tem decorrido em diversos espaços culturais da Guarda e está organizado em sete núcleos temáticos: Território; Literatura; Informação; Coesão; Cooperação; Sociedade; Futuro.
Na sessão de abertura do encontro, Rui Jacinto aproveitou para relembrar a missão do CEI, que resultou de um desafio lançado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, na sessão solene dos 800 anos do foral da Guarda, em 27 de Novembro de 1999, tendo a instituição sido formalizada no ano seguinte entre a Câmara Municipal da Guarda, a Universidade de Coimbra e a Universidade de Salamanca.
«Num momento em que nos aproximamos do 27 de Novembro, data em que o Centro de Estudos Ibéricos atinge um quarto de século e se iniciam as comemorações dos seus 25 anos de existência, importa relembrar, mesmo suscintamente, a sua missão e a sua acção», afirmou o coordenador, que recordou uma passagem de Eduardo Lourenço a propósito do CEI: «o que foi sonho do mundo merece ser repensado, para saber melhor quem somos e quem podemos ser».
«Não admira pois que a sua missão tenha como pilares o conhecimento, a cultura e a cooperação», referiu Rui Jacinto, evidenciando que «a acção beneficiou igualmente de um acompanhamento próximo de Eduardo Lourenço durante duas décadas e cujas sugestões foram fundamentais para moldar algumas práticas, abraçar novos desafios e avançar para projectos inovadores que acrescentaram valor ao CEI e o transformaram numa incubadora criativa de multifacetados projectos».
Na sua opinião, «foi assim que o CEI se tornou um espaço singular de diálogo, numa plataforma de difusão de conhecimentos, num pólo de dinamização cultural num território aberto à cooperação multiterritorial, que promove actividades que não concorrem com os centros de investigação das instituições de Ensino Superior que o suporta».
Sobre os encontros “Imagem & Território”, Rui Jacinto entende que «elevaram a filosofia, reforçaram os pressupostos de um dos objectivos onde se alicerça a criação do CEI». «Do ponto de vista do conhecimento, os encontros visam promover o diálogo transdisciplinar entre valências científicas e artísticas, que assumem a imagem como factor crítico para a compreensão» do território.
“VIII Encontro Imagem & Território” termina este Domingo com a inauguração da exposição “Transversalidades – Fotografias sem Fronteiras 2025”
O “VIII Encontro Imagem & Território” termina este Domingo, com a inauguração, na Galeria de Arte do Teatro Municipal, da exposição “Geografias do Sul: fragmentos e poéticos do olhar”, que dá a conhecer os olhares poéticos de Chris Borges (Cabo Verde), Samba Muhamad Baldé (Guiné), Dario Pequeno Paraíso (São Tomé e Príncipe), Nelson Chindonga, Dome Semedo (Angola), Dino.
À tarde, pelas 15 horas, a encerrar o ciclo de exposições, será inaugurada no Foyer do Grande Auditório do TMG a mostra “Transversalidades – Fotografias sem Fronteiras 2025”. Esta exposição relativa à 14ª edição do Concurso Transversalidades – Fotografias sem Fronteiras 2025, que contou mais de 600 concorrentes de 60 países, destaca os premiados provenientes do Canadá, China, Espanha, Irão, Brasil, Índia, Portugal, Vietnam, Bélgica, Myanmar e Moçambique. Serão, ainda, entregues prémios do Concurso “Transversalidades – Fotografia sem Fronteiras 2024”. Todas as exposições inauguradas durante estes três dias estarão patentes nos espaços até dia 18 de Janeiro de 2026.
Para além das exposições, o programa do Encontro “Imagem & Território”, contemplou ainda a realização de nove debates e mostras, em vários locais da cidade, sob os temas de imagem, futuro e literatura, com vários oradores ligados às diversas áreas de comunicação. No Sábado foi lançada a Revista Nº 2 “Imagem & Território – Retratos do mundo em tempo de cólera” e na tarde deste Domingo será a vez do “Catálogo Transversalidades 2025”.








