Terça-feira, 10 Março, 2026
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Bispo da Guarda apela a que não se esvazie o Natal e que sejam construídas «novas soluções de fraternidade universal»

As questões ligadas à imigração e a necessidade de haver um outro olhar sobre as relações humanas, em contraponto com «a inimizade e o ódio», são temas abordado pelo novo bispo da Guarda. José Miguel Pereira, na sua primeira mensagem natalícia.

«O Natal oferece outra possibilidade de relações, fundadas numa autoridade diferente: a força da aliança e da paz sobre a inimizade e o ódio; o direito e a justiça como promoção do bem comum sobre a lógica de facção ou de grupo; os horizontes do que é duradouro sobre o imediato; o discernimento como abertura à luz do Bem e da Verdade absolutas e universais que resgatam da auto-suficiência e do aparente bem, relativo e contingente», considera o bispo da Diocese da Guarda.

Na sua opinião, o «Natal torna possível construir-se novas soluções de fraternidade universal, de acolhimento digno a quem chega, de cuidado para com os mais fragilizados, superando as lógicas do interesse ou do medo da ameaça», acrescentando que esta época especial do ano «traz um novo olhar e uma nova possibilidade às questões da imigração, das polarizações sociais e políticas, da fraternidade nas relações».

«Às vezes, parece que só existe o que tem cobertura mediática e a Igreja é muito mais, é o que se faz localmente junto das comunidades, para que as mentalidades não vão atrás da onda ou do algoritmo, mas que sejam enraizadas na forma como o Evangelho nos faz ser ponderados», acrescentou José Miguel Pereira.

«Face à lógica que só reconhece quem domina, quem tem cobertura mediática, quem se enquadra na cultura dominante, quem tem acesso aos corredores dos poderes, o Natal mostra que as respostas têm de articular os centros principais e as periferias, a resposta local e todo o povo. Seja nas grandes questões como a paz e o clima, como nas mais imediatas como o desenvolvimento regional, a organização territorial, a floresta e o fogo», refere o bispo, que apela a que não se esvazie o Natal «para que possa impulsionar e abrir, de novo, os caminhos que o mundo necessita para os desafios que enfrenta».

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