Ainda sem qualquer dado oficial, é quase certo que o nome do social-democrata Carlos Chaves Monteiro, actual presidente da Junta de Freguesia da Guarda, está fora da lista dos possíveis sucessores do socialista Carlos Martins no cargo de director do Centro Distrital da Segurança Social da Guarda. Uma situação a que poderá não ser alheio o facto de terem vindo a público notícias de que alegadamente terá trabalhado como advogado enquanto recebia subsídio de desemprego. Carlos Monteiro rejeita as acusações, afirmando que não agiu como advogado e que sua actuação foi apenas uma acção pessoal.
Certo é que o seu nome já não deverá constar dos possíveis sucessores de Carlos Martins. Desde há algumas semanas que, entre outros, está a ser ventilado nas redes sociais o nome de Luís Figueiredo, actual director do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social da Guarda. Ao que o jornal “Todas as Beiras” apurou, por agora ainda não há qualquer confirmação oficial e a escolha terá ainda que passar pelo “crivo” da CRESAP – Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública, que é onde são chumbados os nomes.
Uma situação que não terá ocorrido com o ex-presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Manuel Fonseca, que tinha sido indicado pelo Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE) para o cargo de vogal no conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda mas que até agora está por concretizar a sua tomada de posse.
Em Abril último, os deputados do PS questionaram a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para saber «qual o prazo legal e efectivo para a oficialização da nomeação do vogal» e querem também saber as «razões concretas para o atraso superior a 15 meses na concretização desta nomeação», lembrando que o CA da ULS da Guarda está incompleto desde Outubro de 2024.
Numa nota informativa, o Grupo Parlamentar socialista refere que «a situação é tanto mais estranha quanto o vogal» designado pela CIMRBSE foi eleito em Novembro de 2024, «tendo depois obtido parecer positivo» da CreSAP, «em Janeiro de 2025».




