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Galeria Espaço#4 do Museu da Guarda recebe exposição evocativa de António Barreiros, pintor natural do Jarmelo (Guarda)

Diversas pinturas de António Barreiros, falecido o ano passado, podem ser apreciadas na Galeria Espaço#4 do Museu da Guarda a partir de hoje e até ao próximo dia 4 de Fevereiro de 2027. Intitulada “A paleta da memória”, a exposição evocativa do pintor natural do Jarmelo (Guarda), tem a curadoria de Adelino Barreiros. Uma das obras que estão expostas é a «Guarda, Cidade Mulher», composta por quatro telas e que evoca a história, a arquitectura e a identidade da cidade. Esta pintura chegou a integrar, em 2016, a exposição colectiva “Forum Arte Guarda”, no âmbito do l Simpósio Internacional de Arte Contemporânea da Guarda.

Como é referido na pequeno folheto informativo da mostra inaugurada na tarde desta Quarta-feira, «a pintura de António Barreiros revela uma atenção particular à paisagem, à memória e aos vestígios históricos da região beirã. O território do Jarmelo e da Beira Alta constitui uma referência importante para a leitura da sua obra, na qual a paisagem rural, os elementos arquitectónicos e os objectos do quotidiano podem ser entendidos como expressões de uma relação próxima com o lugar e com a passagem do tempo».

No mesmo texto é salientando que a actividade de José António Barreiros Monteiro, conhecido artisticamente como António Barreiros, «desenvolveu-se sobretudo nos domínios da pintura e da ilustração, abrangendo também a poesia, a cenografia, a decoração artística e o restauro de património», acrescentando que «o seu percurso distinguia-se pela diversidade de práticas e pela ligação à região de origem, onde fixou o seu atelier e desenvolveu grande parte da sua actividade artística». É também recordado que «ainda durante os anos de estudante, na Guarda, iniciou o seu percurso no campo das artes através da realização de ilustrações para a revista Horizonte» e que, «a 1 de Dezembro de 1966, mudou-se para Lisboa, onde prosseguiu os estudos e ingressou na Marinha Mercante Nacional». Nos anos seguintes, «contactou com figuras do meio artístico e aprofundou os seus conhecimentos e técnicas de pintura», tendo realizado, em Junho de 1972, «a sua primeira exposição pública em Lisboa, numa iniciativa colectiva que contou, entre outros, com a participação de João Fragoso e Rui Mora».

No texto publicado no folheto da exposição é ainda referido que, «em 1986, regressou à região de origem, fixando a sua actividade no Jarmelo» e que «estabeleceu também uma ligação à galeria-atelier “Sortellia Arte”, em Sortelha, no concelho do Sabugal, onde promoveu o contacto entre a criação artística, o público e o património local».

Uma das obras que estão expostas é a «Guarda, Cidade Mulher», composta por quatro telas e que evoca a história, a arquitectura e a identidade da cidade
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