Em terra de cegos quem tem olho é rei e quando rei vai nu é necessário que alguém lhe
cubra a nudez. Uma coragem cada vez mais necessária no deserto de contraditório em
que reino da Guarda se transformou. E, qual El Rei D. Sebastião, eis que surge um
projecto editorial que, ao exemplo do jornal Terras da Beira no início dos anos 90, veio
agitar as águas, que, tal como então, se transformaram num autêntico Mar Morto.
Esta pedrada no charco, de seu nome Todas as Beiras, tem como responsável Gustavo
Brás, uma das vítimas do despedimento colectivo do Terras da Beira, do qual fez parte
desde a sua criação, e o seu sucesso, como provam os milhões de visualizações que tem
mensalmente, deve-se ao profissionalismo, ética e deontologia do seu criador.
Razões que me levaram a aceitar o convite de fazer parte desta sua nova aventura como
cronista. E continuará a contar comigo tal como eu vou continuar a contar com a sua
voz incómoda. Que nunca te cales.
Parabéns Todas as Beiras pelo primeiro de – assim espero – muitos aniversários. E a ti,
Gustavo, pela coragem e ousadia de nos continuares a dar notícias. Todas as notícias, as
boas e as más, doa a quem doer.




