A inauguração, esta tarde, da exposição colectiva “Incerteza Objetiva”, com trabalhos de Pedro Boese, Martim Brion, Anna-Maria Bogner, Marco Stanke, José Maçãs de Carvalho e João Jacinto e curadoria de Martim Brion, vai marcar a abertura da 9ª edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC), que decorrerá na Guarda até ao próximo dia 19, sob diversas formas de expressão artística, como pintura, escultura, cerâmica, fotografia, arte urbana, instalação, literatura, teatro e música.
As iniciativas do SIAC deste ano, sob o lema “Entre o Lugar e o Horizonte”, vão espalhar-se por vários lugares da cidade, como o Museu da Guarda, Torre de Menagem, Capela do Solar dos Póvoas, Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (anfiteatro ao ar livre), Campus Internacional de Escultura Contemporânea, Foyer do Teatro Municipal da Guarda, espaço ExpoEcclesia e Sítio Arqueológico da Póvoa do Mileu.
Como é referido pelo Município numa nota à imprensa, estarão envolvidos artistas locais, nacionais e internacionais, numa programação que inclui exposições de arte, instalação de arte digital, arte urbana, residências artísticas, oficinas, visitas comentadas, roteiros literários, palestras, cursos, música clássica, performances e intervenções no espaço urbano.
Nas residências artísticas haverá lugar para a pintura ao vivo por Peter Balikó (Hungria), Veronika Blyzniuchenko (Ucrânia), Blackson Fernando Afonso (Angola) e Beatriz Vieira da Silva (Guarda, Portugal). Na área da escultura estarão a trabalhar Maria Leal da Costa (Portugal) e José Luís Hinchado Morales (Espanha) e na cerâmica artística Iliana de Carvalho Menaia (Portugal) e Ana Marques Loureiro (Portugal).
Na arte têxtil de parede estará a criar ao vivo Luísa Leão (Brasil) e na instalação artística Lara Amaral – (Guarda, Portugal). Pela cidade surgirão intervenções de arte urbana pelas mãos de André Silveira (Dub) – (Portugal), Nuno Aparício (Nuno Miles) (Guarda, Portugal) e Telmo Lourenço (Guarda, Portugal). O programa inclui a dinamização de um curso de vidragem de cerâmica pelo Mestre Pedro Rafael (Portugal) e um curso de arte urbana por Desy CXXIII (Guarda, Portugal). Serão realizadas três palestras conduzidas por Cristina Neiva Correia, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda sobre “A arte da porcelana – do século XVIII à contemporaneidade”; por Pedro Renca, coordenador do projecto Casa de Artes da ULS de Coimbra dedicada à “Arte-Terapia: quando fazer arte é o melhor remédio” e por Nuno Horta, designer e artista visual, numa apresentação dedicada ao tema “Da página ao prestígio: o Impacto dos Catálogos de Arte”. Durante o evento estarão patentes ainda nove exposições, em diversos espaços, uma das quais, intitulada “Incerteza Objetiva”, é inaugurada esta tarde.
O município adianta que o programa inclui a visita performativa aos rituais funerários romanos no Mileu “Funus – Rituais de despedida”, no Conjunto Histórico do Mileu; a romaria literária pelo Centro Histórico “Pelos Passos dos Escritores da Guarda”, por Daniel Rocha e uma visita comentada ao Campus Internacional de Escultura Contemporânea, por Pedro Leitão e a Associação Hereditas. Durante o SIAC haverá lugar também à performance musical em quatro momentos com “O Lugar é nosso”, por Tiago Sami Pereira e convidados; Diogo Andrade com guitarra clássica; “Beat no Museu”, pelo DJ B. Riddim e Maze e “Entre o Lugar e o Horizonte”, pelo Trio Allegro, no dia de encerramento do SIAC.




