O ex-secretário-geral do PS, António José Seguro, militante n.° 8456 da Secção do PS da Guarda e antigo líder da Federação Distrital da Guarda, que assumiu publicamente que era candidato à presidência da República, conta com o apoio declarado do presidente da Concelhia do PS da Guarda, António Monteirinho, e do líder da federação distrital, Alexandre Lote, embora neste caso apenas como militante.
António José Seguro deverá formalizar a sua candidatura presidencial no próximo dia 15, nas Caldas da Rainha. Seguro já recebeu o apoio de vários dirigentes de federações do PS. No distrito da Guarda, o socialista deverá obter muitos apoios, bastando recordar que, para além de ser militante da concelhia guardense, em Setembro de 2014, aquando das eleições primárias do PS para a escolha do candidato a primeiro-ministro deste partido às legislativas de 2015, foi neste distrito que António José Seguro teve mais votos que o seu adversário, António Costa.
Agora, é já conhecido publicamente os apoios do líder da concelhia da Guarda e do presidente da federação distrital, Alexandre Lote, embora apenas como militante.
Em comunicado enviado ao jornal “Todas as Beiras”, o líder da concelhia da Guarda manifesta o seu “total apoio à candidatura de António José Seguro à Presidência da República, que hoje se afirma como uma verdadeira alternativa à política tradicional”.
“Uma candidatura que se apresenta com coragem, com visão e, acima de tudo, com a vontade firme de devolver aos cidadãos aquilo que nunca devia ter sido posto em causa: a confiança na democracia, nas instituições e em quem as representa”, acrescenta António Monteirinho.
No seu entender, numa altura em que “vivemos tempos em que a política exige mais do que discursos: exige integridade, clareza e compromisso com um futuro justo e sustentável”, o socialista António José Seguro “propõe exactamente isso – uma democracia de confiança, onde o voto conta, a justiça não conhece privilégios e o Estado age com ética e transparência”.
O líder da concelhia considera ainda que a candidatura do militante da Guarda “assume-se como uma proposta de união e de soluções”, que “concilia desenvolvimento económico com justiça social, que entende Portugal nas suas múltiplas realidades e que sabe o lugar que o nosso país deve ocupar na Europa e no mundo”.
“Estamos perante alguém que conhece o país, desde a sua raiz profunda, que conhece a Europa e está preparado para defender os interesses do nosso país com firmeza, sem demagogia e com sentido de responsabilidade”, salienta António Monteirinho, que defende que “é este o tipo de liderança na Presidência da República que o momento exige”.
Em declarações ao “TB”, o líder da concelhia adiantou que o apoio agora manifestado apenas o vincula como militante e como presidente, estando previsto que a concelhia também venha a ter a mesma postura, situação que deverá ocorrer na próxima reunião daquele órgão.
Quanto à Federação Distrital, por agora não há qualquer posição, tendo apenas havido uma declaração de apoio do líder distrital, Alexandre Lote, mas apenas enquanto militante. Num texto que publicou na sua página do Facebook, o presidente da Federação Distrital refere que “é com responsabilidade e esperança no futuro” do país que manifesta o seu “total apoio à candidatura de António José Seguro a Presidente da República”, que, adianta, “é um humanista, profundamente comprometido com os valores da democracia, da justiça social e da coesão territorial”. “É um socialista de convicções firmes e de acção serena, com um percurso político exemplar, sempre guiado pelo serviço ao país”, refere Alexandre Lote, salientando que “a sua experiência, a sua sensibilidade social e a sua capacidade de diálogo fazem dele a escolha certa para garantir estabilidade, confiança e proximidade na Presidência da República”.
“Seguro representa uma visão de Portugal que não deixa ninguém para trás. Por isso, estarei ao seu lado neste caminho, convicto de que é o Presidente que o país precisa para enfrentar os desafios do presente e construir um futuro mais justo, solidário e coeso”, sustenta o dirigente distrital.
Foi na noite da passada Terça-feira que o ex-secretário-geral do PS anunciou, num vídeo, com cerca de 20 segundos, que decidiu avançar com uma candidatura à presidência da República, porque acredita que Portugal “precisa de mudança e esperança numa vida melhor”.
“O que nos falta hoje não é apenas estabilidade, é confiança. Confiança nas instituições. Confiança de que quem está no poder serve e não se serve. Confiança que deixaremos aos nossos filhos, mais do que aquilo que recebemos dos nossos pais”, afirma. Na sua opinião, “as pessoas estão fartas de promessas vazias, jogos partidários e discursos que nada resolvem”. “Eu não venho da política tradicional. Venho com vontade de servir Portugal com seriedade, independência e ação. Sou livre. Vivo sem amarras”, diz ainda o militante socialista da Guarda.
António José Seguro, professor universitário, afastou-se da vida política depois de ter sido derrotado por António Costa, então presidente da Câmara de Lisboa, nas eleições primárias do PS de Setembro de 2014 para a escolha do candidato a primeiro-ministro deste partido às legislativas de 2015. Em Novembro do ano passado, em entrevista à TVI e à CNN Portugal, admitiu que estava a “ponderar” se entrava ou não na corrida ao Palácio de Belém. Na noite da passada Terça-feira, confirmou oficialmente que tinha decidido avançar com a candidatura, juntando-se, assim, a Marques Mendes e a Gouveia e Melo na corrida a Belém. (Foto: DR)




