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O candidato à Câmara da Guarda da coligação “Guarda com ambição” (PSD/CDS/IL), João Prata, anunciou hoje que uma das apostas é a construção da Circular Logística da Guarda

O candidato pela coligação “Guarda com ambição” (PSD/CDS/IL) à presidência da Câmara da Guarda, João Prata, quer ver nascer na cidade a Circular Logística da Guarda e aproveitou a presença de Miguel Pinto Luz, dirigente nacional do PSD mas também ministro das Infraestruturas, na inauguração da sede campanha, para dizer que espera contar com «o apoio e a solidariedade do Governo». Aproveitou a ocasião para criticar a coligação “Pela Guarda”, embora sem fazer qualquer referência directa. E anunciou que a apresentação pública dos candidatos ocorrerá no próximo dia 14 (Domingo), sem adiantar a hora.

No discurso proferido no exterior da sede, localizada na Rua do Comércio, João Prata não deixou de comparar a coligação PSD/CDS/IL com a coligação de dois partidos – Nós Cidadãos e PPM -, denominada “PG – Pela Guarda”. Evidenciou que na coligação da qual faz parte «pontuam militantes assumidos, com muitos cidadãos sem filiação partidárias» e «é acima de tudo uma coligação militante e filiada na Guarda, com a Guarda e para a Guarda». «Não nos envergonha, nem fugimos conforme as ocasiões, em assumirmos os projectos em que acreditamos», salientou. E foi mais longe nas críticas: «Não fazemos, como outros, ziguezagues apenas em função do seu muito particular interesse, mas assumimos a radicalidade do modelo democrático em que acreditamos e em que vivemos e sujeitamo-nos humildemente e sem subterfúgios ao juízo de cada um dos cidadãos das 43 freguesias que compõem a Guarda».

Dirigiu depois o discurso relembrar o primeiro compromisso assumido para com a Guarda, que é o de requalificar a “Praça Velha” (Praça Luís de Camões), para se passar a ter «um centro histórico com futuro e, com isso, com vida».

E porque, como o próprio João Prata disse, Miguel Pinto Luz estava presente «como dirigente nacional do PSD, mas não deixa de ser, ou de estar, Ministro das Infraestruturas», o candidato da coligação PSD/CDS/IL aproveitou para apresentar o seu «próximo grande compromisso para com os guardenses», que é o de apostar na Circular Logística da Guarda (CILOG), que, salientou, será uma «grande infraestrutura para a cidade e para a região».

«A CILOG vai ligar as zonas industriais da guarda, incluindo o Parque Industrial e a Plataforma Logística ao Terminal Ferroviário e de mercadorias do Porto Seco e assim garantir acessibilidades seguras e competitivas», explicou, acrescentando que «a variante da Sequeira está integrada neste novo eixo rodoviário».

Depois de lembrar que «a variante da Sequeira foi negociada e garantido o seu financiamento, em 2018, pela Câmara Municipal, então presidida por Álvaro Amaro», João Prata referiu que «a variante devia ser apenas uma parte da solução», isto é, «ligar a algum lado» e «abrir novas vias rodoviárias».
«Pois é isso que a actual Câmara não soube ou não quis fazer. As pessoas ainda não perceberam que o Terminal de Mercadorias do Porto Seco vai colocar centenas de camiões a circular em zonas residenciais da Guarda-Gare, da Sequeira, Nossa Senhora de Fátima e das Bertas», alertou, justificando que isso vai acontecer «simplesmente porque não há alternativa».

«Recorda-se seguramente que uma das primeiras concretizações do executivo liderado por Álvaro Amaro foi precisamente o parqueamento obrigatório dos camiões na PLIE e não nas Ruas e bairros da cidade. Pois é, mas agora parece que se pensa fazer o contrário. Isto acontece porque a atual Câmara perdeu demasiado tempo com a história “Porto Seco no lugar certo”, para, afinal, o Terminal de Mercadorias ter ficado num local onde esteve sempre», afirmou o candidato à cadeira maior da autarquia.

A solução apontada por João Prata é precisamente a CILOG, que, explicou, «terá uma via própria para o trânsito do Terminal de Mercadorias» que deve ser construída «paralela às linhas ferroviárias». Sustenta que «há espaço, há distância em relação às zonas residenciais, e retiram-se os camiões das ruas onde vivem pessoas». «Esta estrada do Porto Seco, se assim o quisermos chamar, irá confluir no nó estruturante de ligação à variante da Sequeira, mas também de uma nova entrada nascente da Guarda, com ligação à PLIE e às auto-estradas», informou ainda.

Miguel Pinto Luz, convidado de honra da inauguração da sede da coligação, pouco disse sobre a proposta de João Prata em querer avançar com a CILOG, limitando-se a dar esta resposta: «Essa visão que disseste é essencial e aquilo que disseste fez-me sentido, fez-me sentido a mim hoje, enquanto dirigente que aqui estou, mas o não dirigente do PSD que também aqui está, não estando, levo esse recado».

O vice-presidente da comissão nacional passou depois quase a totalidade do discurso a evidenciar o que o Governo tem feito em diversas áreas, destacando, como era de esperar, os investimentos em infrestruturas, entre os quais, «a A26 que foi colocada como prioridade», «o IP 2 transformado em auto-estrada para ligar a Portalegre», «o IC 31 de Castelo Branco em auto-estrada até à fronteira, o IC26, o IC6» e «o alargamento do IP3 todo em perfil de auto-estrada». Isto sem esquecer, «os investimentos ferroviários, nomeadamente na Linha da Beira Alta e na Linha da Beira Baixa, bem como o Porto Seco na Guarda». Mas nada disse quanto à entrada em funcionamento da totalidade da Linha da Beira Alta.

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