A coligação “PG – Pela Guarda (“Nós Cidadãos/PPM), liderada pelo actual autarca Sérgio Costa, quer conquistar a maioria absoluta nas próximas autárquicas de 12 de Outubro. E esta tarde, durante a divulgação das linhas gerais do programa eleitoral e da apresentação pública dos candidatos aos diversos órgãos autárquicos do concelho, foi feito o pedido a todos os eleitores para votarem na coligação para que possa «governar com estabilidade, com determinação e com visão». Durante a sessão não faltaram críticas à oposição pelos sucessivos chumbos a diversas propostas. Numa referência ao programa eleitoral da coligação “PG – Pela Guarda”, Sérgio Costa destacou «três marcas», que, na sua opinião, « vão projetar a Guarda no futuro»: o Pavilhão Multiusos e a Cidade Desportiva; a Praça da Liberdade e candidatura do Centro Histórico da Guarda a Património Mundial da UNESCO.
Sérgio Costa, que se recandidata à Câmara da Guarda, desta vez pela coligação “PG – Pela Guarda” (“Nós Cidadãos”/PPM), apelou esta tarde aos eleitores do concelho para darem uma maioria absoluta nas próximas autárquicas de 12 de Outubro. «Peço-vos, com humildade, mas com toda a determinação: dêem-nos uma maioria clara, uma maioria absoluta, para que possamos governar sem bloqueios, sem chumbos, sem interesses escondidos. Uma maioria para continuar a construir, com coragem e verdade, a Guarda que já começámos a transformar», pediu hoje o actual autarca, durante a apresentação pública dos candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e juntas de freguesia, bem como as linhas gerais do programa eleitoral.
Idêntico pedido já tinha sido feito momentos antes nesta sessão, que decorreu na Alameda de Santo André, pelo candidato à Assembleia Municipal, José Relva, e pelo mandatário, José Valbom. Sérgio Costa recordou as palavras que ambos tinham dito, que é a necessidade de haver «uma maioria» que «permita governar com estabilidade, com determinação e com visão».
Como era previsível, nesta sessão foi lembrado Carlos Dâmaso, que era o candidato independente em Avelãs da Ribeira com o apoio da coligação “PG – Pela Guarda” e que faleceu a combater um incêndio naquela localidade, tendo sido prestado um minuto de silêncio.
Sérgio Costa diz que é preciso acabar com «tantos anos de estagnação» na Freguesia da Guarda
Depois de saudar todos os candidatos às freguesias, Sérgio Costa aproveitou para se referir a António Saraiva, que lidera a lista à freguesia da Guarda, alertando que «tem um trabalho árduo pela frente, pois tem de acabar com tantos anos de estagnação e letargia em que foi deixada» a «maior freguesia do Concelho», embora não tenha identificado o responsável, a crítica foi direccionada para João Prata, actual presidente da Junta e candidato à presidência da Câmara pela coligação “PSD/CDS/IL”.
«Tantos anos de nada, nem uma obra de referência foi realizada em tanto tempo na Freguesia sede do nosso concelho. A freguesia da Guarda precisa de uma pedrada no charco, de alguém que saiba fazer e concretizar», disse Sérgio Costa, que se mostrou convicto de que António Saraiva «não se vai esconder atrás da Câmara Municipal como outros». Não deixou também de criticar Carlos Chaves Monteiro, actual vereador pelo PSD e candidato à Junta de Freguesia da Guarda, ao deixar este «aviso»: «Tem numa das candidaturas opositoras à sua junta alguém que não apresentou propostas, mas sim chumbos atrás de chumbos».
Num breve balanço do mandato que está prestes a terminar, Sérgio Costa admitiu que «não foi um caminho fácil». «Lembro-me de cada obstáculo, de como a maioria tentou travar-nos, de como a oposição tentou calar-nos e chumbar todas as nossas propostas e o nosso orçamento pela primeira vez na história da democracia da Guarda e depois pedir eleições», recordou, salientando que «chumbaram a habitação, a residência de estudantes, os parques infantis, os estaleiros municipais e obras nas freguesias». Chumbos que, na sua opinião, serviriam para «depois dizerem que não havia obra».
Como era de esperar não faltou também uma referência ao Hotel Turismo da Guarda. «A solução já está encontrada e confirmada pela tutela governamental. É verdade: a oposição, com as suas queixas e manobras, tem atrasado o anúncio oficial para tentar condicionar este momento eleitoral.», afirmou Sérgio Costa, assegurando que «a solução está negociada entre a Câmara da Guarda e o Governo e o futuro do Hotel de Turismo vai mesmo avançar».
Candidatura do Centro Histórico da Guarda a Património Mundial da UNESCO
No que respeita ao programa eleitoral da coligação “PG – Pela Guarda”, Sérgio Costa destacou «três marcas», que, na sua opinião, «vão projectar a Guarda no futuro»: o Pavilhão Multiusos e a Cidade Desportiva; a Praça da Liberdade e a candidatura do do Centro Histórico da Guarda a Património Mundial da UNESCO:
Enumerou diversos outros projectos, entre os quais, a «Estrada Verde que vai abrir uma nova entrada à Serra da Estrela, a partir de Videmonte», «o Plano Director Municipal que vai quadruplicar as áreas empresariais, passando de 205 hectares para 1.000 hectares, e permitir mais de 600 hectares de expansão urbanística na cidade» e nas freguesias; bem como as «Variantes da Sequeira e dos Galegos, a EN 233, num total de 35 milhões de euros».
Relativamente ao Centro Histórico evidenciou «a habitação (62 fogos)», «a Casa das Artes, a Casa dos Escritores, o Museu dos Sabores, o Centro Interpretativo das Judiarias de Portugal, o novo Órgão de Tubos da Sé, o Centro Interpretativo das Catedrais de Portugal e o apoio à reabilitação da iniciativa privada».
Quanto às áreas da educação e do desporto, referiu que a «reabilitação das Escolas Primárias, da Escola da Santa Clara, da Escola Carolina Beatriz Ângelo, a Escola Secundária da Sé 3ª fase, do Novo Centro Escolar da Guarda, das bancadas do Zambito, os campos sintéticos de Casal de Cinza e do Carapito, a requalificação do Estádio, do Pavilhão de S. Miguel e do Inatel e das Piscinas Municipais têm finalmente caminho para ser realidade».
José Relva evidenciou as ausências de João Prata na Assembleia Municipal
José Relva, que se recandidata à Assembleia Municipal, aproveitou a ocasião para criticar João Prata por pautar pela sucessivas ausências às reuniões daquele órgão municipal. «A Assembleia Municipal é constituída por 44 membros eleitos e por 43 presidentes de junta de freguesia. Pois, o senhor presidente de Junta de Freguesia, que agora se vai candidatar à Câmara, de 20 assembleias municipais ordinárias, nestes quatro anos de mandato, compareceu a sete», referiu o ainda presidente da mesa daquele órgão. E acrescentou que dizia isto «com grande sentimento de tristeza», justificando que quando se assume um cargo deve ser cumprido o melhor que se souber e se puder.
Depois de recordar o chumbo da proposta de contratação de empréstimo para a construção da Avenida da “Ti Jaquina” e também do orçamento de 2024, José Relva afirmou que não sabia «se havia mais algum homem, a não ser Sérgio Costa, que conseguisse governar como governou a Câmara», durante aquele ano. O candidato à Assembleia Municipal fez também referências à retirada, na semana passada, das propostas de adjudicação da Avenida e da contratação de empréstimo.
Por seu lado, José Valbom, mandatário da candidatura, deixou um «desafio ao povo da Guarda, para que faça um simples exercício de comparação entre listas a sufrágio». «Comparemos o nosso candidato a presidente da Câmara, Sérgio Costa, com qualquer outro candidato», explicou, acrescentando que «esse exercício de comparação» deve ser feita também «para todos os elementos que integram a lista» à Câmara, à Assembleia Municipal e assembleias de freguesia, para se tirarem conclusões.
Na lista à Câmara, que tem Sérgio Costa como rosto principal, surge em segundo lugar António Fernandes, seguindo-se Cláudia Guedes, Rui Melo, Vitor Roque, Carla Gonçalves, Maria João Baldo, Miguel Prata, Sofia Gomes, Inês Monteiro, Hélder Sequeira e Maria João Lopo de Carvalho. José Relva é o candidato à Assembleia Municipal. António Saraiva é o candidato à freguesia da capital do concelho.
De recordar que há seis candidatos à cadeira maior do Município da Guarda. Para além de Sérgio Costa, que se recandidata a um segundo mandato, desta vez em nome da coligação “PG – Pela Guarda”, surgem na corrida eleitoral o social-democrata João Prata, actual presidente da Junta de Freguesia da Guarda, que lidera a coligação PSD/CDS/IL, denominada “Guarda com ambição”. O PS avança com António Monteirinho, líder da estrutura concelhia, e a CDU (Coligação Democrática Unitária, que congrega o PCP e Os Verdes) apresenta José Pedro Branquinho, guia do Parque Arqueológico do Vale do Côa, em Vila Nova de Foz Côa. O Chega aposta em Luís Soares, actual deputado daquele partido na Assembleia Municipal, e a Alternativa Democrática Nacional (ADN) escolheu Marina Brazete. O Bloco de Esquerda (BE) só apresenta candidatura à Assembleia Municipal, que é liderada por Bárbara Xavier.
Nas autárquicas de 2021, o movimento independente “Pela Guarda” venceu as eleições com 36,2% dos votos e elegeu três vereadores, ficando com a presidência. O PSD ficou-se pelos 33,6% e também com três mandatos. Por seu lado, o PS não foi além dos 17,9% dos votos e um mandato. O Chega foi a quarta força política, com 2,69% dos votos.







