O interior do pavilhão Rainha D. Amélia do ex-Sanatório Sousa Martins, da Guarda, ardeu totalmente esta madrugada. O alerta para o incêndio foi dado cerca das cinco da manhã, pelas 7h30 foi dado como dominado, procedendo-se depois à fase de rescaldo. Em declarações aos jornalistas, André Pina, adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários da Guarda, que esteve a comandar as operações no combate ao incêndio, contou que no combate às chamas estiveram inicialmente os bombeiros da Guarda, tendo depois sido pedido reforço às corporações de Belmonte, Celorico da Beira, Famalicão da Serra, Sabugal, Trancoso e Vila Franca das Naves, num total de 53 elementos e 15 viaturas.
O comandante das operações informou ainda que quando a primeira equipa de bombeiros chegou ao local «o edíficio já estava todo tomado pelas chamas e havia propagação numa parte de mato, tendo sido necessário conter a propagação na parte do mato, uma vez que iria avançar em direcção à ala psiquiátrica e na zona havia também um depósito de gás». Quando houvesse condições, os bombeiros iriam verificar se havia alguém no interior do edifício. Quanto à origem do incêndio, André Pina disse é da competência das autoridades.
Rita Figueiredo, presidente da administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, referiu aos jornalistas que existia um plano de recuperação para o edifício que hoje ardeu e também para um outro que está próximo. «Estava nos nossos projectos de investimento recuperar o pavilhão Rainha D. Amélia e o pavilhão D. António Lencastre», pormenorizou, adiantando que este último «já tinha sido submetido a concurso público mas infelizmente, apesar do valor ser um valor alto» a ULS não obteve resposta ao procedimento, não houve interessados na reabilitação». A administração «vai tentar outras vias, outros métodos» para que a recuperação seja uma realidade.
Relativamente aos restantes edifícios devolutos, Rita Figueiredo disse que estão à espera que, em colaboração com as autoridades competentes, posse ser avaliado o edificado e verificar se existem algumas medidas adicionais que possam ser tomadas relativamente ao D. António Lencastre».
Câmara e ULS assinaram em 2022 um protocolo para a reabilitação do pavilhão Rainha D. Amélia
De acordo com um protocolo assinado no dia 3 de Maio de 2022 entre o Município da Guarda e a administração da ULS, na altura presidida por João Barranca, estava prevista a reabilitação do antigo Pavilhão Rainha Dona Amélia para acolher o Centro de Investigação Nacional do Envelhecimento. A autarquia comprometia-se a atribuir 150 mil euros à ULS para a elaboração do projecto de reabilitação daquele edifício emblemático do antigo Sanatório Sousa Martins. Na cerimónia de assinatura do protocolo, o então presidente do Conselho de Administração da ULS explicou que o «próximo passo» seria a elaboração de um programa funcional que definisse o que se pretende instalar no local e depois seria lançado o concurso público para a elaboração do projecto. João Barranca evidenciou na altura que a assinatura do protocolo com a Câmara tinha sido «o primeiro dia da mudança». Argumentou que a investigação e o ensino são «uma das bandeiras» da ULS e que a recuperação do Pavilhão Rainha Dona Amélia é «a melhor homenagem» que se pode prestar à instituição. O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, evidenciou que a assinatura do protocolo é o resultado da «relação de parceria» entre as duas instituições.





Pavilhão D. António de Lencastre




