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Socialista Luciano Ribeiro assegura que o executivo municipal de Seia estará «muito focado no desenvolvimento económico, no equilíbrio entre o progresso, coesão social e territorial e o bem-estar das nossas populações»

O socialista Luciano Ribeiro assegurou, no discurso de tomada de posse para o segundo mandato na presidência da Câmara de Seia, que o executivo municipal estará «muito focado no desenvolvimento económico», «no equilíbrio entre o progresso, a coesão social e territorial e no bem-estar das populações».

Depois de relembrar que, apesar das várias adversidades como os incêndios ou as mudanças de governo, foi possível, ao longo dos últimos quatro anos, «responder a diversas questões e várias ambições colectivas», o autarca realçou que «esse reconhecimento foi expresso de forma clara nas urnas no acto eleitoral do passado dia 12 de Outubro».

«Recordo – porque fui ler o meu discurso de há quatro anos – que o tema estava focado no Centro de Saúde de Seia, nas necessidades de dignificar o Estado, nomeadamente com as obras do Palácio da Justiça ou a requalificação da Escola Secundária de Seia, que são expectativas e legítimas preocupações do nosso concelho e conseguimos resolver e pôr em marcha», recordou Luciano Ribeiro, realçando que a confiança que os senenses novamente depositaram se deve ao facto de terem sido cumpridas as promessas.

O autarca relembrou ainda que «o projecto apresentado em 2021 foi um projecto de transformação do concelho não apenas em quatro anos mas numa década» e, por isso, será necessário «tempo» e «persistência para concretizar as medidas e os objectivos» definidos, «sobretudo a nível de investimento público e da transformação económica».

«Ainda há muito por fazer, muitas respostas necessárias a dar ao nosso território e às nossas gentes. E nós não podemos, nem vamos ficar parados. Estaremos muito focados no desenvolvimento económico, no equilíbrio entre o progresso, a coesão social e territorial e o bem-estar das nossas populações», garantiu.

E entre os diversos projectos, estão «a expansão da zona industrial da Vila Chã ou da Abrunheira, o desenvolvimento de novos espaços empresariais e a consolidação de alguns que são mais desorganizados, a valorização do aeródromo municipal de potencial económico e a requalificação de áreas que impulsionem economia e inovação no concelho».

«Queremos uma economia mais forte, mais diversificada, ligada à transição energética, ao turismo sustentável, à valorização dos recursos locais e à inovação rural», enumerou também o autarca, sustentando que, para isso, é «essencial» continuar «a valorizar as empresas e os empresários, a começar pelos que já cá estão, para que possam crescer e se tornarem mais competitivos». O autarca entende também que há que «incentivar novos empreendedores que sejam de Seia ou fora de Seia, fomentando a criatividade e a inovação».

E porque «muitos dos desafios» que o concelho enfrenta «ultrapassam as competências e as atribuições e, por vezes, a própria capacidade de execução de qualquer câmara municipal», é «indispensável o envolvimento do Estado central» para tentar inverter «a preocupante regressão demográfica». «Não pedimos favores, pedimos equidade. O Estado deve garantir que os cidadãos do nosso concelho têm as mesmas oportunidades e condições que os restantes portugueses», reivindicou o autarca.

«Por isso, continuaremos a exigir os investimentos estruturantes como a requalificação da Estrada Nacional 17, em particular, e a concretização dos itinerários complementares da Serra da Estrela, onde destacamos o IC6 e o IC37, fundamentais para a ligação entre as vias ferroviárias e portos marítimos e para a mobilidade regional», referiu Luciano Ribeiro.

Outras das preocupações do executivo municipal centrar-se-ão nas áreas da educação e da saúde. «Seia tem vivido ao longo dos últimos meses um processo de transformação na organização dos cuidados de saúde primários. Estamos num momento de acompanhar, de apoiar, de promover essa mudança mas também de manter vigilância e exigência para garantir que novas soluções respondem de facto com melhor respostas às necessidades concretas das nossas populações», disse o socialista, adiantando que, «com a ULS da Guarda e com o governo» o executivo municipal também continuará a ser «parceiro exigente na valorização do hospital de Seia».

Luciano Ribeiro garantiu ainda que continuará também a ser dada «especial atenção à educação», dentro das competências municipais, nomeadamente o Ensino superior e a sua dinamização no concelho».

O novo executivo municipal, que continua a ser presidido por Luciano Ribeiro, é formado por três elementos do PS (Célia Barbosa, Cláudio Figueiredo e Teresa Pereira) e por três representantes do PSD (Paulo Hortênsio, Susana Ferreira e Rodrigo Amaro).

Na Assembleia Municipal, dos 25 membros eleitos directamente, 14 são do PS, 9 do PSD e 2 do Chega. Os restantes deputados são, por inerência de funções, os 24 presidentes de Junta de Freguesia do concelho (16 são do PS, dois do PSD e seis de movimentos independentes).

Nas eleições autárquicas de 12 de Outubro, o PS obteve 49,44% (6.554 votos) e ficou com quatro mandatos (incluindo o presidente), o PSD 33,83% (4.484 votos) e tem três mandatos. O Chega atingiu os 8,44% (1119 votos), o PCP-PEV 2,40 % (322 votos) e o CDS-PP 2,11% (280 votos).

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