Terça-feira, 9 Dezembro, 2025
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Sérgio Costa assegurou na tomada de posse como presidente da Câmara da Guarda que a maioria que agora tem no executivo «não vai servir para excluir ninguém»

Sérgio Costa, que foi reconduzido na presidência da Câmara da Guarda e desta vez com maioria absoluta, disse esta tarde na cerimónia de tomada de posse dos diversos órgãos autárquicos, que a Variante da Ti Joaquina será a «primeira medida a colocar em marcha», mas «o projecto mais simbólico e desafiante deste novo ciclo será, sem dúvida, a Praça da Liberdade». O autarca aproveitou para garantir que «esta maioria não vai servir para excluir ninguém», mas servirá para «libertar a Guarda dos bloqueios e das manobras políticas que travaram as suas maiores obras e o seu desenvolvimento», numa referência aos quatro anos de mandato sem maioria absoluta e durante os quais a oposição chumbou, por exemplo, diversos pedidos de empréstimos.

Tomaram posse, esta tarde, os membros dos diversos autárquicos da Guarda. Sérgio Costa, que há quatro anos liderou o movimento independente “Pela Guarda” e que desta vez foi a votos em nome da coligação “Nós Cidadãos/PPM”, denominada “PG – Pela Guarda”, viu renovado o mandato e desta vez com maioria absoluta, ao serem eleitos mais três elementos da sua lista para o executivo municipal (António Fernandes, Cláudia Guedes e Rui Melo). A coligação PSD/CDS-PP/IL ficou agora apenas com dois mandatos (João Prata e Alexandra Isidro) e o PS manteve um (António Monteirinho).

No discurso proferido nesta sessão, Sérgio Costa aproveitou para garantir que «esta maioria não vai servir para excluir ninguém», mas servirá para «libertar a Guarda dos bloqueios e das manobras políticas que travaram as suas maiores obras e o seu desenvolvimento», numa referência aos quatro anos de mandato sem maioria absoluta e durante os quais a oposição chumbou, por exemplo, diversos pedidos de empréstimos. O autarca também deixou o «compromisso público» de que o executivo que lidera vai governar «com todos e para todos», embora também deixado bem vincado que vai «decidir», «agir» e «fazer avançar a Guarda».

«Entramos neste novo ciclo com um programa realista, sólido e exequível, um programa que não promete o impossível, mas que garante o que deveria ser essencial: mais emprego, mais habitação, mais coesão territorial e mais qualidade de vida para todos os Guardenses», evidenciou o autarca, até porque, acrescentou «o programa não nasceu de improviso nem de promessas eleitorais» mas «foi pensado, estruturado e preparado com base numa estratégia sólida, com muito trabalho, planeamento e visão partilhada».

Um programa que está «enquadrado na Agenda Estratégica Guarda 2040 – um plano de longo prazo, com cerca de 400 acções concretas, construído com a participação de instituições, empresas, associações e cidadãos, e plenamente articulado com os programas de financiamento do Portugal 2030, do PRR, do BEI e do Orçamento de Estado».

«A Variante da Ti Joaquina, há trinta anos à espera de sair do papel, será a nossa primeira medida a colocar em marcha. Uma via que libertará o trânsito da cidade, ligará directamente à VICEG e abrirá novas oportunidades para empresas e cidadãos», acrescentou o autarca, realçando que «é uma obra de justiça e de futuro, símbolo da persistência e da vontade de uma Câmara, que prometeu fazer e está a cumprir». A prioridade passa também pelas variantes da Sequeira e dos Galegos, pela EN233 até ao Sabugal, bem como pela requalificação de dezenas de ruas.

«Mas o projecto mais simbólico e desafiante deste novo ciclo será, sem dúvida, a Praça da Liberdade, a grande intervenção urbana que vai marcar uma geração», disse Sérgio Costa, eviodenciando que «será o novo coração da cidade, um lugar de encontro, de cultura
e de convívio, onde o comércio, as famílias e os jovens se reencontram com o orgulho de viver na Guarda». «E aqui queremos que o Estado resolva de uma vez por todas o
problema das Instalações do Comando da PSP e do Comando Territorial da GNR», acrescentou.

Falou também do «Plano de Revitalização do Centro Histórico, com habitação, reabilitação de edifícios e novos serviços», que, na sua opinião, «é uma das maiores transformações urbanas da história recente da cidade» e mostrando-se convicto de que «será regresso das famílias, da economia e da cultura ao coração da Guarda».

Entre os diversos espaços que vão ser criados naquela zona, evidenciou a Casa das Artes, a Casa dos Escritores, o Centro Interpretativo das Judiarias de Portugal e o Museu dos Sabores da Serra da Estrela.

Entre os diversos investimentos que estão a ser realizados na Guarda, por intermédio do Estado ou de privados, Sérgio Costa destacou o Porto Seco e o Hospital São Mateus. Falou também da ampliação da Plataforma Logística e do Plano Director Municipal, que permitirá que a Guarda passe «a dispor de mil hectares para acolher logística indústria e tecnologia, e mais de seiscentos hectares para expansão urbana». Não esqueceu também de evidenciar o «Plano Municipal de Habitação, o maior investimento público de sempre nesta área, com 450 fogos previstos nos próximos quatro anos».

Quanto a apostas na área da educação, Sérgio Costa garante que «nas escolas, o investimento será visível e contínuo», dando como exemplos «a nova creche de Gonçalo, o novo Centro Escolar da cidade, as Escolas Primárias da Estação, da Santa Zita, do Espírito Santo, das Lameirinhas e as restantes da cidade», bem como «as escolas Carolina Beatriz Ângelo e Santa Clara, a Escola Secundária da Sé, já na sua terceira fase de requalificação, e as escolas primárias das freguesias rurais».

O impasse em relação ao futuro do Hotel Turismo também foi abordado pelo autarca, que considera que é «um assunto que o Estado tem de resolver de uma vez por todas» e que «não há mais desculpas nem adiamentos possíveis ».«E se o Estado não for capaz de o fazer, que o devolva à Guarda, porque nós saberemos resolver o que Lisboa insiste em adiar», assegura.

De recordar que nas últimas eleições, a coligação NC/PPM “PG-Pela Guarda” conseguiu para a Câmara Municipal 11.168 votos (45,92%), contra 7.378 (30,34%) da coligação PSD/CDS/IL e 3.259 (13,40%) do PS.

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