O social-democrata Carlos Chaves Monteiro, que foi recentemente eleito presidente da Junta de Freguesia da Guarda em nome da coligação (PSD/CDS/IL) mas sem ter alcançado a maioria absoluta na Assembleia de Freguesia, assumiu esta noite a liderança da autarquia e, como o jornal “Todas as Beiras” já tinha avançado, conseguiu chegar a acordo com o socialista Acácio Pereira, que foi também candidato àquela autarquia. Com este acordo, que não implica a integração de qualquer elemento do PS no executivo, o sucessor de João Prata na presidência da Junta de Freguesia obtém, assim, uma maioria confortável, suficiente para fazer aprovar as propostas, algumas das quais deverão ter o contributo dos socialistas.
O acordo previa também que o socialista Acácio Pereira contasse, não só com os votos do PS mas também com os da coligação PSD/CDS/ IL para ser eleito presidente da Mesa. E isso veio a confirmar-se. Acácio Pereira foi o único a apresentar uma lista, que incluía Carla Santarém e Luís Baía (ambos da coligação PSD/CDS/IL) como secretários, e que viria a ser aprovada por uma larga maioria de votos. De salientar que é a primeira vez que, desde a fundação da Freguesia da Guarda, ocorrida em Janeiro de 2013, que a presidência da Junta e da Assembleia é ocupada por representantes de partidos diferentes.
A Junta de Freguesia, que é presidida por Carlos Chaves Monteiro, tem como vogais Orlando Cordeiro, Paulina Luís, Rui Baía, Daniela Gonçalves, Goreti Vicente e Fernando Madeira, todos faziam parte da lista da coligação PSD/CDS/IL.
Alguns elementos da Assembleia rotularam de “coligação negativa” o acordo entre Carlos Chaves Monteiro e Acácio Pereira para ser assegurada uma maioria confortável para o novo executivo da Junta e para a eleição da mesa. Em resposta, o socialista Acácio Pereira já deixou claro que não contarão com ele para «coligações negativas» e que apenas estará disposto a cooperar «com todos os que queiram construir, resolver e trabalhar».
De recordar que, para a Assembleia de Freguesia da Guarda, a coligação PSD/CDS/IL conseguiu 37,73% (8 mandatos), a coligação “NC/PPM” 32,38% (7), o PS 15,74% (3) e o Chega 8,36% (1). Foram eleitos pela coligação PSD/CDS/IL Carlos Chaves Monteiro, Orlando Cordeiro, Paulina Luís, Rui Baía, Daniela Gonçalves, Goreti Vicente, Fernando Madeira e Ivo Gonçalves. Pelo PS têm assento naquele órgão Acácio Pereira, Ana Cristina Monteiro e Ismael Escudeiro. A coligação “Nós Cidadãos/PPM”, denominada “Pela Guarda”, estará representada por António Saraiva, Sara Leal, José Teixeira, Raul Cardosa, Ana Marques, César Pereira e Constantino Logarinho. Pedro Almeida será o representante do Chega. De salientar que os lugares deixados vagos na Assembleia pelos seis membros que passaram a ser vogais no executivo (todos da coligação PSD/CDS/IL) foram depois ocupados pelos elementos que se seguiam na lista.
A Freguesia da Guarda foi criada em 28 de Janeiro de 2013, na sequência da agregação das três anteriores freguesias urbanas da cidade (Sé, São Vicente e São Miguel). A criação foi aprovada em sessão extraordinária da Assembleia Municipal da Guarda, em 2012, e posteriormente em sessão plenária da Assembleia da República.








