O “Festival de Teatro da Covilhã”, organizado pelo Teatro das Beiras, começa amanhã (Quinta-feira) com a peça “Os das latas de conserva”, que será apresentada pela Companhia de Teatro de Braga, sendo a encenação da responsabilidade de Rui Madeira. Participam na peça Sílvia Brito, Solange Sá, Eduarda Filipa, Carlos Feio, Rogério Boane, Bárbara Pais e André Laires.
O dramaturgo Edward Bond, autor da peça, foi durante a sua vida (faleceu em Março do ano passado) uma das vozes mais incómodas da cultura britânica, autor de várias e importantes peças que reconstruíram o teatro da Europa a partir dos anos 60, num contexto de guerra fria e de ameaça nuclear. Dramaturgo do pós-holocausto, cidadão de Auschwitz e Hiroshima, o argu8mentista britânico «demonstra uma fé inabalável no ser humano: “vivemos num mundo em que a nossa liberdade é saber exactamente em que parte da prisão estamos e na loucura que é necessária para manter a sanidade”», salienta o Teatro das Beiras numa nota informativa enviada ao jornal “Todas as Beiras”.
Depois da apresentação da peça “Os das latas de conserva”, o festival prossegue na Sexta-feira, às 14h30, no Auditório Fernando Landeira – Teatro das Beiras, com o Karlik danza teatro que apresentará “Y fuimos héroes”, de Maribel Carrasco, com encenação de Cristina D. Silveira, numa sessão dirigida ao público escolar.

No Sábado, às 21 horas, será inaugurada a exposição “Gil Salgueiro Nave, o percurso no Teatro das Beiras”, e, meia hora depois, a Escola de Mulheres apresentará “A loucura é o mais credível oráculo”, de Cláudia R. Sampaio, com encenação de Marta Lapa e interpretação de Margarida Cardeal e Vitor Alves da Silva, sendo a música original da autoria de Sandra Martins.






