«O século XIX foi para os habitantes de Pinhel um período de vigorosa reclamação identitária, reforçada pela teimosia dos seus representantes políticos no sentido de a grei participar no “progresso” que se ia manifestando em Portugal e noutros países do resto da Europa. Interiorizadas estavam as regiões de Cima-Côa e Riba-Côa, as quais adoptaram a estratégia de se abrirem ao exterior, oferecendo os mais importantes produtos de que economicamente dispunham para a troca com outros mercados regionais e nacionais». É este o tema abordado por Marinho dos Santos no seu livro “Pinhel Guarda-Mor do Reino”, que será apresentado na Quinta-feira por José Lima Garcia. A sessão decorrerá a partir das 17h30 no Auditório do Museu da Guarda.
João Marinho dos Santos é licenciado em História e doutorado em Letras (História Moderna e Contemporânea) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde é professor catedrático jubilado.
Foi director do Instituto de História da Expansão Ultramarina, delegado da Secretaria de Estado da Cultura para a Zona Centro de Portugal e coordenador científico do Centro de História da Sociedade e da Cultura. Entre as suas últimas publicações destacam-se “Ceuta não foi Conquista, mas começo dela” (Imprensa da Universidade de Coimbra, 2017); “Costumes e Foros de Castelo Bom” (Colibri, 2018); “Estudos sobre os Descobrimentos e Expansão Portuguesa” (2021); e “Pinhel Guarda-Mor do Reino – O Concelho no Século XIX” (Colibri, 2025), que é o livro que será apresentado amanhã à tarde.





