Oito municípios do distrito da Guarda foram distinguidos este ano com a bandeira verde “Autarquia + Familiarmente Responsável”. Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Gouveia, Guarda, Pinhel, Sabugal e Seia são os municípios do distrito que tiveram direito a uma bandeira verde atribuída pelo Observatório de Autarquias Familiarmente Responsáveis (OAFR), assinala este ano a sua 17.ª edição. A cerimónia de entrega das bandeiras que premeia as “Autarquias + Familiarmente Responsáveis” e “Medida + Inovadora” decorreu Quarta-feira na Universidade de Coimbra e distinguiu 115 autarquias portuguesas, por investirem na construção de uma política integrada de apoio à família.
Na edição deste ano, Gouveia, Guarda, Pinhel e Seia receberam uma bandeira verde com três trevos, representando cada um quatro anos de distinção. Por seu lado, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo ostentam uma bandeira com um trevo. Celorico da Beira e Sabugal ainda não ostentam a bandeira há, pelo menos, quatro anos.
O Observatório salientou que, a nível nacional, seis autarquias repetem a distinção há 17 anos, recebendo a bandeira com quatro trevos: Angra do Heroísmo, Cantanhede, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei e Vila Real.
Em estreia, seis municípios vão receber pela primeira vez a distinção por políticas “amigas” das famílias: Chamusca, Chaves, Mafra, Matosinhos, Viana do Castelo e Vila do Conde, avançou a organização, em comunicado.
O distrito de Coimbra possui o maior número de autarquias distinguidas (15), seguido do Porto e Lisboa (12 cada), Aveiro (11), Santarém (nove) e Braga, Faro e Guarda (oito cada), enquanto Bragança e Madeira não possuem qualquer dos seus municípios entre os distinguidos desta edição do OAFR, cujos dados reportam ao ano passado.
De acordo com o OAFR, nesta edição, 104 municípios (90%) disponibilizam a Tarifa Familiar da Água, 106 (92%) possuem Tarifa Social da Água e 111 (97%) o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) Familiar. As autarquias premiadas mostram também uma grande preocupação em dar resposta à crise na habitação, com 104 a apoiar a recuperação de habitações degradadas, 63 na construção de raiz e 102 no arrendamento.
No apoio à maternidade e paternidade, “77 autarquias (67%) promovem a criação de bancos de puericultura”, enquanto 112 municípios declaram apoio domiciliário para famílias com doentes crónicos, deficientes ou idosos a cargo. «O apoio aos cuidadores informais está no radar de 77 das autarquias distinguidas», 80 declaram «oferecer a possibilidade de transporte a pedido como complemento à rede de transportes públicos» e 56 dizem possuir «política de bilhética em ofertas culturais, de lazer e tempo livre», refere ainda a nota.
«Aparece ainda na base das preocupações destes governos locais o apoio a pessoas em situação de fragilidade social, identificado em 100% das autarquias distinguidas», destacou o OAFR, que se traduz na doação de géneros alimentícios (112 municípios), doação de medicamentos (94) e despesas como água, electricidade ou renda (113).
O OAFR, criado em 2008 pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, visa acompanhar, galardoar e divulgar as melhores práticas das autarquias portuguesas em matéria de responsabilidade familiar. Nesta 17.ª edição responderam ao inquérito 155 dos 308 municípios, menos 14 do que no ano passado.




