A Coficab vai avançar com uma terceira fábrica na Guarda. O anúncio foi feito por Youssef El Ghoul, director-geral da empresa em Portugal, em declarações ao semanário Expresso. Trata-se de um investimento de 17 milhões de euros, que está em fase de arranque, estimando-se que a nova unidade comece a produzir em 2028. Youssef El Ghoul adiantou ao semanário nacional que, como vai ser uma fábrica muito automatizada, não irá necessitar de muita mão-de-obra, «talvez cerca de 50 pessoas no início». O director-geral da Coficab Portugal admite que «não é fácil contratar pessoas na Guarda. Especialmente trabalhadores especializados», considerando que esse é actualmente um dos problemas da cidade.
João Cardoso, director não executivo da Coficab Portugal, afirmou ao semanário que a interioridade geográfica não é um problema para esta empresa. Na sua opinião, «o problema é mesmo a dificuldade em recrutar mão-de-obra», salienta do que 20% da força de trabalho da Coficab «já é imigrante».
Como evidencia o “Expresso”, actualmente, a Coficab dispõe de duas unidades fabris na Guarda e emprega 1050 pessoas, ocupando as posições cimeiras das empresas exportadoras da região (vende para 65 países).
Nas actuais duas fábricas são produzidas cablagens para a Ferrari, para a Mercedes, para a Volvo, para os grupos Jaguar Land Rover, Volkswagen, Re-nault, BMW e também Stel-lantis (só este gere 15 marcas automóveis).
A empresa, de origem tunisina, que tem 23 unidades industriais a nível internacional, fixou-se em Vale de Estrela, na Guarda, em 1993. Na altura havia um pequeno cluster automóvel na cidade, com a fábrica da Renault a liderar o sector, mas também a Delphi, entre outras de menor dimensão.





