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Exposição sobre dez anos do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea reúne 74 obras no Museu da Guarda

Mais de 70 obras produzidas ao longo das oito edições do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC) estão patentes, desde hoje e até ao final de Maio, na Sala Expositiva João Mendes Rosa, no Museu da Guarda. A mostra “Uma Década de SIAC: Colecção e Processo”, inaugurada esta tarde, reúne 74 obras de 71 artistas portugueses e estrangeiros, que vão desde a pintura, escultura, desenho, gravura, arte digital, fotografia e instalação artística.

No entender do presidente do Município da Guarda, Sérgio Costa, «esta exposição é uma riqueza que fica para a cidade e são um activo que valoriza a oferta turística e cultural». «O SIAC é a prova de que conseguimos atrair talentos e fixar criatividade», sustenta o autarca.

Como justificou Thierry dos Santos, coordenador do Museu da Guarda, este era «o momento certo» para ser feito «um balanço de uma iniciativa criada em 2016 por João Mendes Rosa [falecido em Dezembro de 2021] que, após a sua saída [em Junho de 2020 para ocupar as funções na chefia da Divisão da Cultura da Câmara Municipal de Oeiras], o Museu da Guarda assumiu a continuidade do projecto». «Passados dez anos, pareceu-nos pertinente e até necessário parar para reflectir sobre o impacto do SIAC na cidade», salientou o dirigente. Na sua opinião, «faz sentido dar a conhecer uma parte significativa da colecção que resultou das residências artísticas e de outras iniciativas desenvolvidas ao longo das várias edições do Simpósio» e «permitir que a comunidade guardense faça essa avaliação por si própria».

Oito edições de SIAC desde 2016

Como é referido no folheto da exposição, «o SIAC abriu, desde 2016, um campo fértil de encontro, criação e experimentação, reunindo artistas nacionais, criadores locais e autores internacionais a trabalharem sobre – e com – este território». «Ao longo de oito edições – amplamente documentadas – o SIAC consolidou-se como um significativo programa de residências artísticas em Portugal», pode ainda ler-se no texto do Museu da Guarda, que recorda que, «ao longo do seu percurso, o SIAC foi também palco de homenagens a figuras maiores da cultura portuguesa – Paula Rego, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago e Eduardo Lourenço – cujas vozes, cada uma à sua maneira, ecoam nas propostas artísticas desenvolvidas. São presenças tutelares que intensificam a dimensão literária, ética e humanista deste projecto».

As primeiras cinco edições do Simpósio realizaram-se em Junho e as duas seguintes em Novembro. A edição do ano anterior, que teve como lema “Atrás de tempo, tempo vem”, decorreu nas últimas duas semanas de Julho, uma data que, na opinião de Thierry dos Santos, poderia ser a mais adequada para esta iniciativa da Câmara Municipal. É que, justificou, «muita gente está de férias e, portanto, mais disponível», exemplificando que, prova disso, foi o facto de «os cursos de arte, nomeadamente um de gravura e outro de cerâmica, terem sido muito concorridos». Para além disso, o Simpósio «não colide com outros eventos e acaba por ter o seu público e os artistas também mais disponíveis nesta altura, o que é óptimo», adiantou o dirigente em declarações ao jornal “Todas as Beiras” em Julho do ano passado.

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