Terça-feira, 10 Março, 2026
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ULS da Guarda com sala especializada para tratamento de feridas complexas com recurso a ozonoterapia

O hospital da Guarda dispõe de uma nova sala destinada ao tratamento de feridas complexas, com destaque para as úlceras crónicas dolorosas associadas à diabetes. Numa nota dirigida à imprensa, a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda salienta que «este espaço representa um passo importante na melhoria da qualidade assistencial, reforçando a aposta da instituição numa abordagem integrada, humanizada e tecnicamente rigorosa ao tratamento da dor e das feridas de difícil cicatrização».

Citado na mesma nota informativa, o médico responsável pela Unidade da Dor, Dias Costa, explica que aquela sala «destina-se sobretudo ao tratamento de feridas complexas, que são dolorosas, crónicas e exigem técnicas específicas», acrescentando que «será também utilizada para outros procedimentos que a sala de tratamentos já existente não consegue comportar».

O médico informa que «a obra demorou devido às condições da ala mais antiga do hospital (Sousa Martins), onde foi necessário resolver infiltrações, instalar ar condicionado e implementar infraestruturas essenciais para trabalhar com ozono, que é um agente tóxico e exige grande rigor técnico», sendo necessário garantir ventilação adequada e protecção para profissionais e doentes.

Dias Costa refere ainda que no historial da unidade, contam-se «vários doentes tratados com ozonoterapia nos últimos seis ou sete anos», salientando que «são tratamentos longos, que podem durar até duas horas e meia», sendo «imperativo criar um espaço dedicado para evitar riscos para outros doentes».

As feridas mais frequentes são úlceras relacionadas com o pé diabético, que surgem em fases avançadas da doença devido a alterações vasculares e neurológicas. Com a nova sala, a Unidade da Dor passará a colaborar mais estreitamente com a Comissão do Pé Diabético, reforçando a abordagem multidisciplinar. Para o enfermeiro Rui Venâncio, elemento da equipa da Unidade da Dor, o carácter inovador está no tempo e profundidade da abordagem. «É uma abordagem holística que envolve alimentação, actividade física e hábitos de vida», assegura.

A ULS evidencia que, apesar de a ozonoterapia estar documentada e aplicada há décadas em vários países europeus e na América Latina, em Portugal a sua utilização no sector público ainda é limitada, salientando que a unidade da Guarda «destaca-se pela integração desta terapia de forma estruturada, complementar à medicina convencional, e centrada no doente». «Somos provavelmente a unidade pública que mais produz em termos de ozono e que utiliza maior diversidade de técnicas», realça o enfermeiro Rui Venâncio.

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