Os cinco detidos da operação policial “Teia Branca”, que envolveu as autoridades portuguesas e espanholas no desmantelamento de uma organização criminosa dedicada ao tráfico de toneladas de droga, tinha capacidade logística em várias distritos do país, entre os quais o da Guarda. No decorrer da operação, que também foi desenvolvida nos distritos de Aveiro, Faro e Setúbal, foram ainda cumpridos 11 mandados de busca domiciliária.
Ontem, em conferência de imprensa, Joaquim Trindade, da PJ de Portimão, informou que o grupo «operava no Algarve mas com capacidade logística em todo o país», usando várias localizações no território nacional como Valença, Aveiro, Guarda, Lezíria do Tejo e Setúbal como pontos de armazenamento de material e droga. O estupefaciente seguia depois para Espanha e, a partir daí, espalhar-se-ía por vários países europeus. E foi esta dispersão geográfica que dificultou a detecção do grupo, que «ainda não está totalmente desmantelado», adiantou o dirigente.
No comunicado emitido na Sexta-feira, a PJ refere que «esta investigação, iniciada em 2023 e desenvolvida conjuntamente com o CNP, permitiu desmantelar uma organização criminosa transnacional, com bases em todo o território nacional e em Espanha, que se dedicava à introdução em território nacional de elevadas quantidades de cocaína e haxixe, por via marítima e terrestre, as quais eram, posteriormente, distribuídas em toda a Península Ibérica».
Nesta operação, além da droga, foram apreendidas sete lanchas rápidas suspeitas de serem usadas no tráfico de estupefaciente, 22 veículos automóveis, sete galeras (semi-reboques para camiões), seis metralhadoras Kalashnikov, uma pistola-metralhadora VZ61 “Skorpion”, duas pistolas Glock, cerca de 1.300 munições de calibre 7,62 mm. A lista de apreensões engloba ainda cinco motociclos, três aparelhos bloqueadores de sinal, uma avultada quantia em dinheiro, documentação falsa, assim como vários artigos de joalharia e relógios de marca de luxo avaliados em vários milhares de euros.




