Terça-feira, 10 Março, 2026
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Associação Move Beiras pede ao Governo a reposição do Intercidades na Linha da Beira Baixa

A Associação Move Beiras quer que seja reposta a circulação normal dos Intercidades na Linha da Baixa, no troço entre Castelo Branco e a Guarda, mesmo que seja através das automotoras que asseguram o serviço Regional, avaliando também que essas medidas possam ser estendidas ao troço entre Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, actualmente sem qualquer serviço, assegurando o estante trajecto até Abrantes com serviço rodoviário de substituição». O apelo para a reposição do serviço foi feito hoje ao Governo, em comunicado dirigido ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial e aos presidentes da CP (Comboios de Portugal) e IP (Infraestruturas de Portugal). É feito ainda o apelo para a «reposição do prolongamento do Intercidades da Linha da Beira Alta até à Covilhã, suprimida em 2022».
Desde as recentes tempestades que danificaram a via férrea da Linha da Beira Baixa que deixou de haver circulação de comboios Intercidades entre Lisboa e a Guarda, havendo apenas comboios regionais entre Castelo e Guarda. Uma situação que preocupa a Associação Move Beiras, que lamenta que «apesar deste troço» que liga as duas cidades da Beira Interior «estar operacional», ficou reduzida «a oferta entre as cidades de Castelo Branco, Fundão e Covilhã para metade e, mais drasticamente, no troço Covilhã – Guarda, onde a oferta passou de 10 comboios diários para 4, inviabilizando que pessoas desse troço se possam deslocar, por exemplo, à Covilhã para consultas médicas pela manhã
e regressar à tarde».
No entender da Associação, «sabendo que a reparação da via junto ao Tejo, devido à complexidade do local, poderá demorar várias semanas, não é aceitável que esta população se veja privada de oferta de erviços, num território que já é altamente carente de transportes públicos», salientando que «trata-se de uma questão de coesão territorial, numa região onde a mobilidade é um direito básico ainda por garantir plenamente e a manutenção dos serviços ferroviários desempenha um papel importante no combate às assimetrias regionais». A Move Beiras relembra que a Linha da Beira Baixa ficou fora dos investimentos do Plano Ferroviário Nacional.

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