Os dois candidatos à liderança da Comissão Política de Secção da Guarda já reagiram, em comunicado, à anómala situação ocorrida nas eleições realizadas na tarde de Sábado, apresentando opiniões divergentes. Júlio Santos, actual dirigente da concelhia e que liderava a lista “G”, sustenta que o acto eleitoral deverá ser repetido, dada a existência de boletins a mais, tendo, nesse sentido, solicitado a impugnação do sufrágio. Diferente opinião tem Pedro Nobre, que encabeçava a lista “B” e obteve nesta eleições mais um voto que o seu adversário, que defende que os resultados devem ser respeitados e que «o erro não é imputável aos militantes, mas sim a quem tinha a responsabilidade de conduzir o acto eleitoral».
Como o jornal “Todas as Beiras” noticiou, para a eleição da comissão política, a lista “B” alcançou 87 votos, enquanto a lista “G” obteve 86 votos. Houve ainda quatro votos brancos e dois nulos, o que totaliza 179 votos (dois a mais relativamente ao número de votantes). Para a Mesa da Assembleia, a lista “B” obteve 86 votos e a lista “G” 82, tendo ainda havido cinco nulos e dois brancos. Neste caso, a soma de votos apenas chega aos 175 (dois a menos). Esta diferença de votos entre os dois órgãos fez com que não fosse possível o registo dos resultados na plataforma electrónica.
Numa reacção a esta situação, Júlio Santos veio dizer, em comunicado, que a eleição para a Comissão Política de Secção da Guarda «revelou a existência de graves irregularidades» e que, «por esse motivo, a Lista G, após recontagem dos votos e de estar evidenciada a existência de boletins a mais, solicitou à Mesa a impugnação do acto eleitoral». «Os estatutos e as regras de uma eleição democrática têm de ser respeitados na sua plenitude», sustenta o social-democrata, acrescentando que «tendo surgido dois boletins que poderiam interferir directamente no resultado, entende-se que a única forma de clarificar um resultado final coerente e consistente com a vontade dos militantes é através da repetição da eleição».
Júlio Santos salienta que «o processo eleitoral tem de estar sustentado na transparência e na verdade» e «a Mesa tem de garantir o cumprimento desses desideratos». «Queremos um resultado que evidencie a vitória expressiva de uma ou de outra lista», afirma o dirigente, que aproveita para apelar «à compreensão» dos militantes, «ao bom senso da lista adversária» e «à coerência democrática» do presidente da mesa. do Senhor Presidente da Mesa, que nos merece respeito, confiança e total credibilidade política neste momento de decisão firme e consonante com as regras democráticas.
Para o adversário de Júlio Santos, o acto eleitoral realizado no Sábado «foi decidido pela vontade clara dos militantes» e, por isso, deve ser validado, recordando que «a Lista B venceu – para a Mesa por uma margem de quatro votos e para a Comissão Política Concelhia por uma margem de um voto». «Durante o processo, registou-se uma situação que importa esclarecer com frontalidade: a Mesa Eleitoral terá entregado a dois eleitores boletins em duplicado destinados à Comissão Política de Secção, em vez de um boletim para a Mesa e outro para a Comissão Política de Secção. Este erro não é imputável aos militantes, mas sim a quem tinha a responsabilidade de conduzir o acto eleitoral», sustenta Pedro Nobre.
E reafirma que «na contagem dos votos válidos a Lista B venceu», considerando que «é uma verdade objectiva e matemática». A terminar o comunicado, o candidato refere que «confia nas decisões independentes dos órgãos de jurisdição do Partido. Respeitar os resultados é respeitar os militantes, o PSD, e a democracia».




