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Mangualde celebra 40 anos da elevação a cidade

O Município de Mangualde vai comemorar, a partir de Sexta-feira e até Domingo, os 40 anos de elevação da vila a cidade. As celebrações arrancam amanhã às 9h30, no Largo Dr. Couto, com a cerimónia do hastear da bandeira. No Sábado, no mesmo local, decorrerá, a partir das 21h30, um espectáculo musical protagonizado por Francisco Pereira, com a participação especial de Fábia Rebordão e outros convidados. Para Domingo, está previsto um desfile das forças vivas do Concelho, com início no Largo Pedro Álvares Cabral.
«Comemorar os 40 anos da elevação de Mangualde a cidade é reconhecer o percurso feito ao longo de quatro décadas. É homenagear todos os que contribuíram para o desenvolvimento do concelho e afirmar que continuamos focados na ambição de construir um futuro melhor», refere o presidente do município mangualdense, Marco Almeida, que realça a importância do desfile das forças vivas do Concelho, iniciativa que vai reunir dezenas de colectividades, instituições e entidades locais, dado que «contribuíram para a construção de uma cidade dinâmica e que representam a vitalidade associativa, cultural, social e cívica deste território».

Por aprovação da Lei 26/86 pelo Plenário da Assembleia da República e publicação no Diário da República em 23 de Agosto, Mangualde foi elevada à categoria de cidade.

Como é referido num texto publicado na página oficial da Junta de Freguesia de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta, «a então vila, hoje cidade, nasceu à volta de dois primitivos bairros – o primeiro genericamente designado por “Vila” ou “Cabo da Vila” era onde se desenrolava toda a vida social e se encontravam todos os serviços e o pelourinho». Adianta que no século XVI foi aí construída uma torre, onde mais tarde se colocou o mecanismo do relógio, passando a designar-se por “Torre do Relógio Velho”. O outro bairro, o Rossio, foi desabitado até ao século XVII, começando por essa altura a surgir as primeiras habitações. «No século XIX, a construção da estrada para a Guarda, levou ao desenvolvimento do Rossio, passando os dois bairros a ficarem ligados, e deslocando-se para aí o centro social e económico de Mangualde», pode ler-se ainda no texto, salientando que «o desenvolvimento e progresso de Mangualde deveu-se essencialmente à sua localização geográfica e ao traçado de novas vias, viárias e ferroviárias».

Ali se fixaram muitos comerciantes de lanifícios da Covilhã, Gouveia, Seia, Manteigas e Loriga, tornando-se assim num dos principais entrepostos comerciais de lanifícios do país. «Outro aspeto importante e que muito pesou para o seu desenvolvimento, foi a realização das sua feiras, principalmente do importante mercado anual que tem lugar no 1º domingo de Novembro e que se denomina por “Feira dos Santos”», refere ainda o texto.

Na página do município, pode ler-se que a actividade mineira da região foi forte. «Dada a quantidade de óxido de urânio havia, em 1912, 34 minas registadas no concelho», conta António Tavares, que assina o texto, acrescentando que embora estivessem espalhadas por vários sítios daquele território, foi na Cunha Baixa que a sua extração teve maior expressão, a partir dos anos de 1970. Diz ainda que «foi o papel dos empreendedores locais, os contextos legislativos vários, a existência de mão-de-obra barata e abundante, a linha de caminho-de-ferro, a presença da Citroën Lusitânia e o papel de alguns políticos locais que potenciaram a forte industrialização do concelho de Mangualde da última metade do séc. XX». De salientar que, para além da “Feira dos Santos”, a cidade tem como um dos outros motivos de atracção a romaria à Nossa Senhora do Castelo a 7 e 8 de Setembro. (Foto: DR)

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