Dos 48.718 candidatos às 55.292 vagas iniciais, 43.899 novos estudantes foram colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, havendo uma redução de 12,1%. Sobram 11.513 vagas para a segunda fase do concurso, que arranca amanhã.
O número de colocados em instituições localizadas em regiões com menor procura e menor pressão demográfica diminuiu 21,1% num ano (10.151 estudantes colocados), nas contas do Ministério da Educação, Ciência e Inovação. No Instituto Politécnico da Guarda (IPG) há uma redução de 47% nesta 1ª fase, no Politécnico de Tomar 45%, no de Santarém 43% e no de Beja 40%. As instituições das regiões autónomas também perdem: a Universidade da Madeira tem menos 25% de colocados e a dos Açores 21%.
Na opinião do presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), António Fontainhas Fernandes, «é preciso esperar pelas 2ª e 3ª fases e pelos regimes especiais para fazer uma análise».
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, o Instituto Politécnico de Bragança foi o que ficou com mais lugares por ocupar: 1.282.
Quanto ao Politécnico da Guarda, dos 854 lugares disponíveis ficaram 578 por preencher. Ficaram colocados 278 alunos.
Pormenorizando, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, das 375 vagas a concurso, apenas foram preenchidas 72, sobrando 303 para a 2ª fase, e na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, das 255 vagas, recebeu 87 candidaturas, havendo 168 lugares por preencher. Na Escola Superior de Saúde da Guarda, das 170 vagas disponíveis foram ocupadas 116, sobrando 56. Por último, na Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), situada em Seia, das 54 vagas a concurso apenas foram ocupadas três, sobrando 51 para a 2ª fase. No IPG houve quatro cursos sem qualquer interessado: “Educação Social Gerontológica”, “Engenharia Civil”, “Engenharia Topográfica” e “Restauração e Catering”.
No total do país, houve 40 cursos que não receberam qualquer novo aluno e há outros tantos que receberam apenas um, como são os exemplos de alguns cursos do IPG: “Desporto, Condição Física e Saúde”, “Ciência de Dados e Inteligência Artificial”, “Energia e Ambiente” e “Turismo e Lazer”.
Em comunicado, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação refere que os cursos “mais competitivos”, isto é, com maior número de candidatos em 1ª opção no ano anterior com nota igual ou superior a 17 valores, receberam mais alunos: 4.524, o que significa mais 10% do que no ano passado.
Um total de 1.647 entraram em cursos de Medicina (no ano passado tinham sido 1661, o número mais alto de sempre). Em cinco dos mestrados integrados de Medicina a nota do último colocado foi superior a 18 valores. Nas áreas das competências digitais, foram colocados 6.447 estudantes, diminuindo 16,7% face ao ano anterior.







