Sexta-feira, 12 Dezembro, 2025
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Criar a “Guarda Logística”, o “Cartão de Saúde 65 + Seguro” e o programa “Habitação para Todos” são alguns dos projectos da candidatura socialista para a Guarda

Criar a “Guarda Logística – Plataforma Transfronteiriça de Inovação e Exportação”, apoiada no futuro Porto Seco; criar o “Cartão de Saúde 65+ Seguro”, avançar com o programa “Habitação para Todos”, apoiando a recuperação de imóveis devolutos para primeira habitação e arrendamento a custos acessíveis; apostar numa rede de transportes públicos ecológicos no concelho e construir meios de ligação à zona alta da cidade, bem como garantir refeições gratuitas para todos os alunos desde o pré-escolar ao secundário, são algumas das promessas anunciadas esta tarde pelo socialista António Monteirinho na sessão de apresentação oficial da candidatura à Câmara da Guarda, que decorreu na Rua do Comércio, e que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.

As apostas passam também pela implementação da «escola a tempo inteiro», com horários alargados e pela criação do “Museu da Magia” na antiga oficina de automóveis, que, explicou, «será inspirado no misticismo medieval da cidade da Guarda, um espaço inovador que combina turismo, educação, imaginação e reabilitação urbana». «Estas não são promessas soltas. São compromissos firmes, projectos concretos, ideias transformadoras que vão sair do papel», assegura.

Projectos que, evidenciou, visam contrariar «o passado de estagnação» que tem sofrido a Guarda nestes «últimos 12 anos». E responsabiliza «Sérgio Costa e João Prata – o primeiro como vereador e presidente de câmara, o segundo como presidente da Junta de Freguesia da Guarda» por essa situação.

«Qual foi o grande legado destes últimos 12 anos? Que futuro foi construído para os nossos jovens? Que investimento ficou para a cidade?», questiona António Monteirinho, para logo responder que foi «nenhum». «Foram 12 anos de perda: perdemos investimento, perdemos afirmação cultural, perdemos jovens, perdemos emprego qualificado, perdemos escolas, perdemos população, perdemos serviços, perdemos valências de saúde, perdemos qualidade de vida», sustenta o candidato socialista, acrescentando que «em troca» houve «festas, luzes, fogo de fogo-de-artifício, uma política de espectáculo que tentou esconder a falta de visão».

No seu entender, «a Guarda tem todas as condições para se afirmar como capital de futuro». «Temos uma localização estratégica, temos história, temos património, temos identidade e temos gente de valor. Falta apenas uma coisa: liderança com coragem e com coração», considera António Monteirinho, argumentando que, com o regresso do PS ao poder, «a Guarda não dará mais nenhum passo atrás».

Com António Monteirinho na lista à Câmara estão Carla Sanches, Fábio Reis, Diana Santos, Rúben Teixeira, Filipe Monteiro e Sandrina Clara. Miguel Borges é o candidato à Assembleia Municipal, estando em segundo lugar Adelaide Campos e em terceiro Pedro Pinto, seguindo-se Nélia Faria e João Vaz. O candidato à presidência da maior Junta de Freguesia do concelho é Acácio Pereira.

Líder nacional do PS recorda que «a criação do Porto Seco», «o investimento na maternidade» e «instalação da Unidade Especial de Protecção e Socorro da GNR» têm a assinatura dos governos socialistas

Na sua intervenção, o líder nacional do PS recordou diversos projectos para a Guarda que tiveram a assinatura dos governos socialistas, dando como exemplos, «a criação do Porto Seco», «o investimento na maternidade» e «instalação da Unidade Especial de Protecção e Socorro da GNR». «Os socialistas podem caminhar de cabeça erguida neste concelho. Peçam meças quando vierem cá outros de outros partidos prometer em cima da campanha eleitoral. Transmitiam-lhes a seguinte mensagem: basta que façam tanto como fez o governo do PS, que já farão muito pelo concelho da Guarda», recomendou José Luís Carneiro.

Na intervenção proferida momentos antes do secretário-geral do partido, Miguel Borges, que lidera a lista à Assembleia Municipal, apontou o dedo aos actuais detentores do poder autárquico, denunciando que «a Guarda tem sido enganada». «Prometeram habitação para jovens e famílias, transportes públicos dignos, cultura estruturante. Prometeram muito… mas pouco ou nada cumpriram. Dizem “Pela Guarda”… mas governaram contra a Guarda!», considera o socialista, actual deputado na Assembleia Municipal.

E recordou que, na Assembleia Municipal, «o PS fez o seu papel», apresentando «propostas concretas, sérias, com impacto na vida das pessoas». «Propusemos a reabilitação do centro histórico», «o provedor do munícipe, «o cartão do bombeiro municipal» e «o encontro nacional de nómadas digitais». «Tudo aprovado… e nada concretizado», realça Miguel Morges, considerando que «chegou a hora de transformar promessas em acção» e de «dar à Guarda uma liderança com coragem, com capacidade e com futuro». O socialista não poupou depois elogios a António Monteirinho: «Todos sabem que vai fazer melhor. Quem com ele trabalhou conhece a sua capacidade, a sua vontade e a sua determinação em resolver o que parece impossível… e em concretizar o que muitos deixam apenas no papel».

«É tempo de dizer a verdade: em 12 anos, a Junta não tem uma obra transformadora para apresentar», afirmou Acácio Pereira

Coube ao candidato à liderança da maior freguesia do concelho da Guarda, Acácio Pereira, fazer um balanço negativo da governação da junta, até agora liderada por João Prata, que é o pretendente à cadeira maior da Câmara Municipal, em nome da coligação PSD/CDS/IL.

«É tempo de dizer a verdade: em 12 anos, a Junta não tem uma obra transformadora para apresentar. O investimento foi inferior a dois euros por ano por freguês, e mais de 25% desse valor foi gasto em cemitérios. Uma Junta que investe mais nos mortos do que nos vivos não serve a sua comunidade, adia o futuro e condena a freguesia à estagnação», afirmou o candidato socialista. Na sua opinião, «a Junta resignou-se a ser irrelevante, sem orçamentos à altura, sem ambição, sem voz. Essa passividade custou caro: anos de atraso, oportunidades perdidas, confiança quebrada».

Por considerar que «a realidade mostra que a Junta de Freguesia da Guarda não pode continuar como está», os candidatos socialistas estão dispostos a «lutar por ela». «Só é vencido quem desiste de lutar, e nós não desistimos da Guarda. Estamos aqui para lutar por ela, para lhe devolver dignidade, utilidade e futuro», garantiu, prometendo «uma Junta diferente: moderna nas ferramentas, mas próxima no terreno». Adiantou que «o projecto assenta em três grandes pilares: saúde e bem-estar, ambiente e sustentabilidade, património e identidade».

Nas autárquicas de 2021, o movimento independente “Pela Guarda” venceu as eleições com 36,2% dos votos e elegeu três vereadores, ficando com a presidência. O PSD ficou-se pelos 33,6% e também com três mandatos. Por seu lado, o PS não foi além dos 17,9% dos votos e um mandato. O Chega foi a quarta força política, com 2,69% dos votos.

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