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Festival Contradança na Guarda, Gouveia e Covilhã

As paredes lateriais da Sé Catedral da Guarda serviram de palco do espectáculo de dança vertical protagonizado pela companhia argentina “Amor Eterno”. Um evento integrado no 16º Festival de Dança e Movimento, organizado pela ASTA – Teatro e Outras Artes, que começou dia 8 e decorrer até Sábado na Guarda, prosseguindo em Gouveia e na Covilhã.

Na Quinta-feira, na Praça Luís de Camões, decorreu durante a tarde um debate sobre a problemática da programação cultural no Interior do país e à noite um espectáculo resultante do “workshop” de dança, que contou com a participação de utentes da Cercig, seguido da dança vertical “Volver”, nas paredes da Sé Catedral, e, novamente na “sala de visitas” da Guarda, do “Projecto Inventários”, protagonizado por Henrique Vilão e Margarida Geraldes.

Esta Sexta-feira, também na Praça Luís de Camões, haverá, a partir das 21h30, o espectáculo de circo contemporâneo “Yûgen” pela companhia espanhola La Banda Teatro Circo. «Yûgen é um conceito oriental que nos conecta com o sentido de beleza mais profundo do universo e que transitando por espaços temporais de luz e escuridão, nos revela o caminho intrínseco da vida», como refere uma nota sobre este espectáculo, acrescentando que «é o encontro de três almas que avançam no seu caminho de vida para descobrir como romper os muros da sociedade moderna e, assim, reconectar-se com a sua verdadeira essência».

Uma hora depois, no mesmo local, terá lugar o concerto de Ana Negrão, “A cantadeira”, que, refere a organização do evento, «recorrendo à gravação constante de camadas de vozes sobrepostas gravadas ao vivo e em tempo real, apresenta-se a solo num espectáculo em que a voz é o fio condutor para paisagens sonoras ancestrais e actuais».

A edição deste ano do festival na Guarda terminará, Sábado, com a apresentação de “Eurodance”, pela Companhia de Dança Contemporânea BCN – Ballet Contemporâneo do Norte. Será a partir das 21h30, no pequeno auditório do Teatro Municipal da Guarda. A organização do festival informa que se trata de «um coreo-documentário pós-apocalíptico que analisa a última década do Antigo Regime, quando o Mundo ainda se escrevia com letra grande, não existia qualquer diferença epistemológica entre Arte e Desporto, e os artistas eram todos backup dancers de uma euro-banda em permanente tour intergalática».

A 16ª edição do contraDANÇA – Festival de Dança e Movimento Contemporâneo, organizado pela ASTA em parceria com os municípios da Guarda, Gouveia e Covilhã. Em Gouveia, no Cine Teatro, desde o passado dia 8 que está patente a exposição “Recicl’Arte”, estando agendado para a próxima Quinta-feira, a partir das 10h30, nesse mesmo edifício, a instalação performativa “Verbal Images”, por Ana Renata Polónia, seguindo-se, na Sexta-feira, às 14h30, o teatro “O velho eremita”, a cargo de Crisálida. No dia 27, a partior das 21h30, também no Cine Teatro, haverá cruzamento artísticos “Memorabilia”, por Alma D’Arame. O encerramento do “Contradança” ocorrerá nos dias 8 e 9 de Outubro, no Teatro Municipal da Covilhã, de onde é originária a ASTA, com dois espectáculos: a performance “Nácar”, de Bruno Senune, e dança com “Uivo”, de Maria João Costa Espinho.

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