João Prata, candidato à presidência da Câmara da Guarda pela coligação “Guarda com ambição” (PSD/CDS/IL), acusou o actual executivo, liderado por Sérgio Costa, que se recandidata desta vez pela coligação “Pela Guarda (“Nós Cidadãos/PPM), de ter contribuído para «a redução da auto-estima dos guardenses» e de não ter conseguido «manter o esforço» dos anteriores executivos. No discurso proferido na sessão de apresentação pública dos candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e juntas de freguesia pela coligação, que decorreu esta tarde na Alameda de Santo André e que contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do ex-autarca Álvaro Amaro, João Prata evidenciou que «a prática do desgoverno numa capital que por ora reina chega ao descaramento de se furtar às responsabilidades». Sustenta que a coligação, «que antes foi independente, não merece um novo benefício da dúvida quando em quatro anos teve um percurso tão errado, tão afastado da necessidade das pessoas e apenas próximo da ânsia do poder pelo poder».
João Prata, actual presidente da Junta de Freguesia da Guarda e candidato à cadeira maior da Câmara da Guarda pela coligação “Guarda com ambição” (PSD/CDS/IL), acusou o executivo municipal, liderado por Sérgio Costa (que se recandidata pela coligação “Pela Guarda” (Nós Cidadãos/PPM), de implementar uma gestão municipal «cada vez mais distante dos cidadãos, cada vez mais distante da resolução dos seus problemas, cada vez mais distante até em questões mais comezinhas, mais triviais como seja, por exemplo, na cidade as questões do asseio e do cuidado urbano».
«Este executivo que nos desgoverna até nisso conseguiu piorar e não conseguiu manter o esforço anterior. Até nisso contribuiu para a redução da auto-estima dos guardenses», salientou o candidato, numa referência ao que momentos antes tinha referido o social-democrata Álvaro Amaro, ex-autarca da Guarda.
No discurso proferido na sessão de apresentação pública dos candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e juntas de freguesia pela coligação, que decorreu esta tarde na Alameda de Santo André e que contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, João Prata evidenciou que «a prática do desgoverno numa capital, que por ora reina, chega ao descaramento de se furtar às responsabilidades e politicamente terminar o mandato ameaçando os vereadores da oposição com processo judicial e solicitando o empréstimo de 12 milhões de euros, a dias de deixarem o desgoverno que têm colocado a Guarda», o que, na sua opinião, «é realmente ultrajante o que fizeram».
«Aliás, até no estendal de lonas que plantaram no concelho não é autêntico pois que aproveitou o investimento de algumas juntas de freguesia e tomou como seu o que era daquelas. Um verdadeiro saque apenas e só para tentar ganhar o voto dos guardenses», acusou João Prata, acrescentando que «a prática do desgoverno numa capital, que por ora reina, chega ao descaramento de se furtar às responsabilidades e politicamente termina o mandato ameaçando os vereadores da oposição com processo judicial e solicitando o empréstimo de 12 milhões de euros, a dias de deixarem o desgoverno que têm colocado a Guarda. É realmente ultrajante o que fizeram».
Defende, por isso, que a coligação “Pela Guarda” (Nós cidadãos/PPM), «que antes foi independente, não merece um novo benefício da dúvida quando em quatro anos teve um percurso tão errado, tão afastado da necessidade das pessoas e apenas próximo da ânsia do poder pelo poder».
«A nossa coligação “Guarda com Ambição: ouvir, decidir e agir” tem um programa transformador», sustenta João Prata, que assumiu «o compromisso com toda a população» de, daqui a quatro anos, «prestar contas do deve e do haver e demonstrar que, com a cooperação, com a união com os sete vereadores», se pode «governar bem melhor, bem diferente e sem os conflitos e as divisões que estes pajens do reino têm demonstrado».
Aproveitando a presença de Ana Paula Martins, que é titular da pasta da Saúde, para destacar que se pretende implementar o programa “Rede municipal de saúde de proximidade” para «servir melhor a população nas 43 freguesias e na cidade» e que seja criado «o Centro Tecnológico de Inovação em Saúde». O candidato da coligação espera contar com o compromisso da ministra da Saúda para «fazer acontecer na Guarda» aqueles projectos.
Relativamente a outros pontos do programa eleitoral, João Prata também destacou também que se pretende concretizar o programa “InvestGuarda” para atrair empresas e criar postos de trabalho, e a redução das taxas de derrama,
Fez ainda referência à “CILOG – Circular Logística da Guarda”, uma infraestrutura que visa ligar as zonas industriais ao terminal do Porto Seco, à recuperação dos edifícios devolutos do Centro Histórico para habitação, comércio, cultura, bem como «apoiar o comércio tradicional, reorganizar o trânsito, criar estacionamento moderno». As apostas passam também pelas áreas da educação, cultura e desporto.
Amaro realça que «o PG acabou» e que agora há «uma coligação formada pelo PPM e pelo Nós Cidadãos e PPM»
Numa intervenção muito dirigida ao actual presidente e à política implementada nestes quatro anos, o ex-autarca social-democrata da Guarda, Álvaro Amaro, criticou o facto de ter sido sugerido pela candidatura, liderada por Sérgio Costa, de se comparar, um a um, os elementos das listas. «Caro engenheiro Sérgio Costa, não é preciso andarmos a virar pessoas contra pessoas. Não é preciso dizer-se que os nossos é que são bons e que os outros não prestam», sustentou, acrescentando que não resistia deixar de comparar os dois cabeças-de-lista (João Prata e Sérgio Costa).
Recordou que convidou para a sua lista, em 2013, Sérgio Costa, «que era engenheiro técnico numa empresa do Estado», mas «poucos o conheciam na política» e que foi ele que contribuiu para que tivesse «o currículo político». Álvaro Amaro revela que chegou «a pensar convidar João Prata para número dois» da sua lista, mas não fez esse convite porque queria que fosse o primeiro presidente da Junta de Freguesia da Guarda (surgida da união das três freguesias da cidade).
Prosseguindo na análise comparativa, recordou que, em 2021, Sérgio Costa foi eleito presidente, reforçando o seu currículo, mas João Prata também chegou a ser deputado à Assembleia da República. «Portanto, em matéria de currículos estamos entendidos», concluiu Amaro.
Álvaro Amaro também não deixou passar em branco o facto de o movimento independente “Pela Guarda” (PG) não se apresentar às próximas eleições e ir sob a capa de uma coligação “Pela Guarda”, formada por dois partidos. «Acabou o PG. No dia 12 [de Outubro] não vão votar PG, estão lá dois símbolos: PPM e Nós Cidadãos. Acabou a auto-proclamação dessa “raça superior” ao que pareciam, com os independentes de um lado e os dos partidos do outro. Isso terminou. Agora [nas próximas autárquicas] há o Nós Cidadãos, PPM, PSD, CDS, Iniciativa Liberal, CDU, PS… agora somos todos independentes e todos militantes, aqueles que querem», evidenciou o ex-autarca social-democrata.
Recordando que sempre disse nas campanhas eleitorais na Guarda que «as pugnas eleitorais terminam no dia das eleições, que as bandeiras vão para o baú e que a única bandeira que se mantém é a Guarda». Criticou o actual autarca de contratar um empréstimo, esgotando a «capacidade de endividamento». «Sérgio Costa devia lembrar-se que, em 2013, não havia dinheiro quase para pagar o leite às crianças e os transportes escolares», recordou, acrescentando que não foi preciso fazer nenhum empréstimo e até foi feita obra.
Quanto às queixas frequentemente feitas por Sérgio Costa de que não foi possível avançar com determinadas obras porque a oposição não aprovou os empréstimos, Álvaro Amaro lembrou que quem não tem maioria absoluta dialoga.
Durante a sua intervenção, Álvaro Amaro ainda disse que «quase» lhe apeteceu escrever uma carta a Sérgio Costa a aconselhar que «não faça programa eleitoral» e que «diga continuação da matéria dada».
Seis candidatos à Câmara da Guarda
A coligação “Guarda com ambição” (PSD/CDS/IL) tem João Prata como cabeça-de-lista à presidência da autarquia. Em segundo lugar surge Alexandra Isidro (independente), seguindo-se de Pedro Narciso (que ocupa o lugar destinado ao CDS), Helena Saraiva, Francisco Robalo, Rui Pereira (independente) e Elsa Lourenço (ocupa o lugar destinado ao CDS). Como suplentes estão Tiago Mateus (lugar destinado à IL), João Pena (independente) e Inês Gonçalves (independente).
João Correia (independente) é o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, seguindo-se, entre outros, Dulcineia Catarina Moura, Ricardo Neves de Sousa, Maria Lucília Monteiro, Júlio dos Santos, Lucinda Fernandes, Rui Abreu, Edite Barbeira e António Peres de Almeida.
De recordar que há seis candidatos à cadeira maior do Município da Guarda. Para além de Sérgio Costa, que se recandidata a um segundo mandato, desta vez em nome da coligação “PG – Pela Guarda”, surgem na corrida eleitoral o social-democrata João Prata, actual presidente da Junta de Freguesia da Guarda, que lidera a coligação PSD/CDS/IL, denominada “Guarda com ambição”. O PS avança com António Monteirinho, líder da estrutura concelhia, e a CDU (Coligação Democrática Unitária, que congrega o PCP e Os Verdes) apresenta José Pedro Branquinho, guia do Parque Arqueológico do Vale do Côa, em Vila Nova de Foz Côa. O Chega aposta em Luís Soares, actual deputado daquele partido na Assembleia Municipal, e a Alternativa Democrática Nacional (ADN) escolheu Marina Brazete. O Bloco de Esquerda (BE) só apresenta candidatura à Assembleia Municipal, que é liderada por Bárbara Xavier.
Nas autárquicas de 2021, o movimento independente “Pela Guarda” venceu as eleições com 36,2% dos votos e elegeu três vereadores, ficando com a presidência. O PSD ficou-se pelos 33,6% e também com três mandatos. Por seu lado, o PS não foi além dos 17,9% dos votos e um mandato. O Chega foi a quarta força política, com 2,69% dos votos.











