Dos três mil candidatos que concorreram à terceira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, entraram apenas 800 novos estudantes, acabando por sobrar quase seis mil vagas.
A situação mais preocupante continua a verificar-se no Interior do país e principalmente nos politécnicos, onde a taxa de ocupação se ficou pelos 67,7%, quando o ano passado tinha sido 86,2%. Por exemplo, no Politécnico da Guarda, dos 854 lugares disponíveis inicialmente só foram ocupados até agora 295, isto se os seis alunos que ficaram colocados nesta terceira fase se matricularem. Nas universidades, a percentagem baixou de 97,4% para 92,8%.
No universo dos politécnicos, há seis com menos de metade das vagas disponibilizadas ocupadas e, entre estes, três têm taxas de ocupação que rondam os 30%, como são os casos de Tomar, Bragança e Guarda, quando no ano anterior a situação era bem mais positiva.
Por exemplo, no caso do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), dos 854 lugares disponíveis inicialmente tinham ficado livres para a segunda fase 578, que passaram depois a ser mais 58, correspondendo a um total, de 636 vagas. Na segunda fase foram colocados 117 alunos, tendo restado 547 vagas.
Concluída esta terceira fase, só ficaram colocados seis alunos. Contas feitas, até à segunda fase matricularam-se 289 estudantes e, caso os seis que agora foram colocados se matricularem, será um total de 295 novos estudantes, correspondendo a 34,5 por cento de ocupação de vagas iniciais.
Os estudantes agora colocados terão de fazer a matrícula e inscrição entre 1 a 3 de Outubro junto da instituição de Ensino Superior.
Os resultados da terceira fase do concurso estão acessíveis na página da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt).







