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Autarca da Guarda defende que o projecto do Centro de Investigação Nacional do Envelhecimento, previsto para o ex-pavilhão do sanatório que ardeu, tem de ser encarado como uma prioridade nacional»

O incêndio que destruiu totalmente o interior do pavilhão Rainha D. Amélia do ex-Sanatório Sousa Martins, da Guarda, ocorrido na madrugada do dia 16 de Outubro, não passou à margem do sessão de abertura do “lIl Encontro Ibérico de Medicina Preventiva da Guarda”, organizado pela Associação de Colaboradores de VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) da Guarda, com o apoio da Unidade Local de Saúde (ULS).

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, aproveitou a ocasião para recordar o protocolo assinado no início de Maio de 2022 entre a autarquia e a administração da ULS, na altura presidida por João Barranca, tendo em vista a reabilitação daquele pavilhão para acolher o Centro de Investigação Nacional do Envelhecimento, envolvendo um investimento de cerca de três milhões de euros.

O autarca afirmou na sessão de abertura, na manhã de Quinta-feira, que aquele «projecto estruturante já deveria há muito estar no terreno» e defendeu que «agora, depois desse trágico incêndio que destruiu o antigo pavilhão Rainha Dona Amélia, tem de ser encarado como uma prioridade nacional».

«O Município da Guarda fez a sua parte, oferecendo o projecto, comparticipando o mesmo financeiramente, apresentando soluções e sempre disponível para cooperar», disse o autarca, salientando que «se esse contributo que já tivesse sido aproveitado no tempo certo talvez o pavilhão não tivesse ardido».

Sérgio Costa adiantou que o que «hoje importa é olhar em frente», sustentando que «o Governo e a ULS da Guarda devem agarrar esta oportunidade e transformar o que foi uma perda em futuro». «Que o antigo sanatório Sousa Martins comece a renascer como um polo nacional de investigação, formação e inovação, dedicado ao conhecimento, à longevidade e à prevenção, porque se há território que conhece bem o desafio do envelhecimento é o nosso. E é aqui que faz mais sentido criar o conhecimento, testar soluções e formar profissionais», realçou o autarca.

Uma opinião que é comungada por Miguel Castelo Branco, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde, que considera que «faz todo o sentido» a expectativa do autarca em surgir na Guarda aquele centro de investigação.

No dia do incêndio que destruiu totalmente o interior do pavilhão Rainha D. Amélia, Rita Figueiredo, presidente da administração da ULS da Guarda, recordou, em declarações aos jornalistas, que existia um plano de recuperação para o edifício que tinha ardido e também para o pavilhão D. António Lencastre, que está próximo, adiantando que, em relação a este último, «já tinha sido submetido a concurso público mas, infelizmente, apesar de ser um valor alto, não houve interessados na reabilitação». Adiantou que a administração iria «tentar outras vias, outros métodos» para que a recuperação seja uma realidade.

Protocolo entre Câmara e ULS assinado em Maio de 2022

De acordo com um protocolo assinado no início de Maio de 2022 entre o Município da Guarda e a administração da ULS, na altura presidida por João Barranca, estava prevista a reabilitação do antigo Pavilhão Rainha Dona Amélia para acolher o Centro de Investigação Nacional do Envelhecimento, envolvendo um investimento de cerca de três milhões de euros A autarquia comprometia-se a atribuir 150 mil euros à ULS para a elaboração do projecto de reabilitação daquele edifício emblemático do antigo Sanatório Sousa Martins.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, o então presidente do Conselho de Administração da ULS explicou que o «próximo passo» seria a elaboração de um programa funcional que definisse o que se pretende instalar no local e depois seria lançado o concurso público para a elaboração do projecto. João Barranca evidenciou na altura que a assinatura do protocolo com a Câmara tinha sido «o primeiro dia da mudança». Argumentou que a investigação e o ensino são «uma das bandeiras» da ULS e que a recuperação do Pavilhão Rainha Dona Amélia é «a melhor homenagem» que se pode prestar à instituição.

O protocolo assinado em Maio de 2022 voltou à ribalta em Junho deste ano, na reunião da Assembleia Municipal, durante a qual foi aprovada, por unanimidade, uma moção do PS que defende a requalificação «urgente» dos pavilhões degradados.

O facto de o antigo Sanatório Sousa Martins ter sido classificado como conjunto de interesse público, em Janeiro de 2014, não evitou que o interior do pavilhão ardesse completamente na madrugada do passado dia 16 de Outubro. Os restantes edifícios antigos estão também em risco

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