Sexta-feira, 12 Dezembro, 2025
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Presidente da Faculdade de Ciências da Saúde considera que «Portugal está a marcar passo» no que respeita à «qualidade de vida na saúde das pessoas ao longo dos anos»

O presidente da Faculdade de Ciências da Saúde, Miguel Castelo Branco, considera que «Portugal está a marcar passo» no que respeita à «qualidade de vida na saúde das pessoas ao longo dos anos». «Na realidade, a nossa vida saudável é bastante mais curta do que em muitos outros países já até a nível europeu, o que significa que há muito que fazer e o muito que fazer não tem tanto a ver com a questão de tratar as doenças – porque aí até estamos razoavelmente bem – mas o importante é que as pessoas continuem a viver ou que até vivam mais anos do que vivem actualmente, mas que vivam com qualidade ao longo do seu espaço vital», defendeu aquele dirigente durante a abertura do “III Encontro Ibérico de Medicina Preventiva da Guarda”, organizado pela Associação de Colaboradores de VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) da Guarda, com o apoio da Unidade Local de Saúde (ULS). Este encontro que decorre no Teatro Municipal da Guarda desde ontem e termina esta tarde.

Na sua intervenção, Miguel Castelo Branco evidenciou que «os pilares em que tem que assentar uma nova forma da visão da vida saudável são as atitudes do dia-a-dia». «Tem a ver com actividade física, com a alimentação saudável, com o dormir bem, com as relações humanas, com a prevenção da saúde da doença mental e com o evitar dos hábitos tóxicos», acrescentou.

Na sua opinião, «os poderes públicos e até as autarquias têm um papel muito importante no que diz respeito à questão das infraestruturas e das políticas públicas».

Presente na sessão de abertura, o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, referiu que a autarquia tem sido parceira «em tudo o que contribui para melhorar a vida das pessoas, na criação de melhores transportes, na disponibilização de casas de função para os jovens médicos, na cooperação, nos programas de promoção da saúde mental, da actividade física e do envelhecimento activo».

O autarca aproveitou a ocasião para deixar claro que o município está contra o encerramento das extensões de saúde e que o fecho destes espaços é «o rompimento com a coesão territorial e com o direito fundamental à saúde». «E é por isso que a Guarda tem sido uma voz unida, desde as juntas de freguesia, Câmara e Assembleia municipal, de todos os eleitos locais a pugnar pela manutenção plena desse serviço, porque a saúde não pode ser instrumento político nem moeda de troca». «A saúde é uma presença que tem que estar onde as pessoas estão. Essa é aliás a essência da medicina preventiva: chegar antes, chegar perto, chegar a todos», defendeu Sérgio Costa, sublinhando que «é com esse espírito que o Município da Guarda tem colaborado sempre com total disponibilidade e lealdade institucional, seja com a ULS, seja com todas as demais entidades do sector»

João Pedro Silva considera que o “III Encontro Ibérico de Medicina Preventiva na Guarda” prova que o Interior «tem ambição»

O “III Encontro Ibérico de Medicina Preventiva da Guarda” reúne, desde ontem (Quinta-feira) mais de 400 pessoas provenientes de vários pontos do país e também de Espanha. O responsável máximo por esta iniciativa, João Pedro Silva, considera que este encontro prova que o Interior «tem ambição» e se está «a mostrar ao país e à Península Ibérica de que aqui também se pode fazer futuro». «Aqui na Guarda, ao contrário do que alguns possam imaginar, há inovação, há rigor científico e a prova disso é que tivemos 174 trabalhos submetidos, provenientes de Portugal e de Espanha», afirmou o dirigente, realçando que «as pessoas confiam neste encontro e reconhecem também este valor científico». «Neste encontro temos participantes, temos debate, partilha e, acima de tudo, vontade de construir, de aprender e de fazer acontecer», frisou João Pedro Silva.

Para o presidente do município, «este encontro é mais do que um evento científico, é uma declaração de princípios de que o Interior não abdica do seu direito à saúde, de que a prevenção é o melhor investimento e de que a proximidade é a forma mais humana de cuidar». Sérgio Costa espera que desta iniciativa «saiam ideias, parcerias e compromissos duradouros».

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