Os bombeiros aprovaram na manhã deste Domingo protestos face à ausência de resposta do Governo às reivindicações, um dos quais era a «recusa em efectuar alta hospitalares» já a partir do final do ano, mas poderão ser adiadas tendo em conta a intervenção feita pelo secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, na sessão de encerramento do 45º Congresso Nacional da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), que decorreu este fim-de-semana em Alcobaça.
Foi o próprio presidente da LBP, António Nunes, que viria a admitir que, face «aos sinais» dados pelo governante, os protestos poderão ser adiados, mas caso haja uma resposta entre e Fevereiro. «Se começar a vir a questão de é para o próximo orçamento, é para o próximo ano, nós não vamos aceitar», deixou claro o dirigente, admitindo que, se assim for, avançarão os protestos decididos no congresso.
O secretário de Estado anunciou na sessão de encerramento desta reunião magna dos bombeiros que o Governo está a elaborar a «estrutura da carreira e a sua correlação com as leis laborais pra todos aqueles que têm encontrado trabalho com as Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários», devendo a primeira fase estar concluída até ao final do primeiro trimestre do próximo ano. Rui Rocha adiantou o Governo está também «em fase final da revisão da Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil», devendo este novo modelo entrar em funcionamento no próximo Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. O governante assegurou ainda que o Governo pretende avançar com resposta a outras reivindicações dos bombeiros.
De recordar que, na abertura do congresso, o presidente da Mesa do Congresso da LBP, o gouveense Gil Barreiros, defendeu a clarificação das funções a desempenhar pelos “soldados da paz” e o presidente da Liga sustentou que esta reunião devia ser um ponto de viragem para o sector, que exige dignificação das associações e valorização das carreiras.




