Daniel Lucas tomou posse esta noite como presidente da direcção do Centro Cultural da Guarda (CCG), sucedendo no cargo a Albino Bárbara, que liderava a colectividade há 16 anos e que passa agora a presidir à Assembleia Geral.
Logo no início do seu discurso, o novo dirigente começou por proferir palavras de «gratidão e respeito» pelo legado deixado pelo seu antecessor e assegurou que a direcção vai «proteger, valorizar e garantir o futuro de quem faz cultura como um gesto de amor e de pertença». Na sua opinião, cada valência do CCG não é «um custo, é um investimento cultural e humano porque o Centro Cultural não é feito apenas de paredes ou de estatutos ou de cargos, é feito de pessoas» e destacou o papel essencial de Helena Rodrigues.
Depois de evidenciar que «as instituições culturais atravessam dificuldades reais», sustentou que «a resposta não pode ser de desânimo, tem de ser de organização, de transparência, de abertura à comunidade», bem como de «diálogo com os associados, com as empresas, com as escolas e com o poder local».
Aproveitando a presença do presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, o dirigente do CCG assegurou que «o Centro Cultural quer continuar a ser um parceiro activo do município, quer abrir portas, criar projectos que mobilizem a cidade e as pessoas, mas para isso também precisa de mais apoio, mais reconhecimento e investimento continuado».
Em resposta, o autarca deixou «uma mensagem clara sobre o papel da Câmara Municipal», assegurando que haverá «uma parceria leal» com o Centro e que os dirigentes «não caminharão sozinhos». «Dentro das nossas possibilidades orçamentais e logísticas, o Município da Guarda será o vosso primeiro aliado», assegurou, evidenciando que «se o Centro Cultural estiver forte a Guarda fica mais forte».
E deixou um desafio: «Tenham a ousadia de inovar, respeitando a tradição». «O Centro Cultural da Guarda não pode ser um museu de memórias, tem de ser um laboratório de futuro. Precisamos que tragam a juventude para dentro destas portas. Que abram o Centro às novas linguagens digitais e artísticas, que vão às escolas, às freguesias. Que agitem as águas». Na sua opinião, «num território como o nosso, as associações não podem ficar à espera que o público entre, devem ir buscar essas pessoas, criar necessidade de cultura».
O assunto tinha sido abordado pouco tempo antes por José Valbom, aquando da passagem de testemunho da presidência da Assembleia Geral para Albino Bárbara, dizendo que «é preciso fazer um esforço sério para haver rejuvenescimento» no Centro Cultural. Defendeu ainda que a colectividade «tem que se inserir na comunidade», ter «mais actividades, mais gente e novas instalações».
Nesta sessão, foram também feitos rasgados elogios ao ex-presidente da direcção. O presidente da Câmara chegou mesmo a afirmar que o legado de Albino Bárbara é «ter deixado uma casa viva, digna, respeitada e pronta para o futuro». O ex-director do Centro Cultural, que a partir de hoje passa a assumir a liderança da Assembleia Geral, assegurou que vai continuar a colaborar com a colectividade.
A equipa de Daniel Lucas é formada por Anabela Guerra, Pedro Correia, Joaquim Mingacho (tesoureiro), Helena Pontinha, Maria Elvira Bárbara e João Marcelino. Como suplentes estão Diana Santos, Mariana Pereira e Maria de Fátima Duarte.
Na Assembleia Geral, presidida por Albino Bárbara, ficam Carlos Gonçalves e Carla Fantasia, estando como suplentes Ema Mateus, Gonçalo Valbom e Luís Baptista Martins.
O Conselho Fiscal tem como presidente Alexandre Gonçalves, que tem na sua equipa Cláudia Amaral e Raúl Ribeiro. Como suplentes estão Humberto Vaz e Agostinho Silva.
O Centro Cultural da Guarda foi criado a 17 de Novembro de 1962, tendo sido reconhecido como entidade de utilidade pública e com estatutos aprovados por despacho ministerial em 29 de Janeiro de 1963. Esta colectividade, que tem sede no Paço da Cultura, integra o Conjunto Rosinha, o Coro Sénior, a Escola de Música e Ballet, o Conjunto 60 *, o Orfeão e o Rancho Folclórico.






